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Por que defender a Amazônia e quem a protege

PATRULHAS DE DESEMBARQUE NO AMAZONAS
Com quase 13 mil km de fronteiras terrestres, a região é onde o Brasil faz contato com a maior parte dos outros países da América do Sul.

O interesse pela maior floresta tropical do mundo se intensificou a partir da Primeira República, ganhando força na Era Vargas e depois, ainda mais, nos anos dos governos militares, explica Rafael Esteves Gomes, mestrando em história comparada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e pesquisador voluntário no Núcleo de Avaliação de Conjuntura (NAC), da Escola de Guerra Naval (EGN).

“Inclusive com aquele lema bem famoso da época, que era ‘Integrar para não entregar’, que era a ideia de que se tinha que integrar a Amazônia ao resto do Brasil para não deixá-la alheia às ameaças externas.”

Quem protege a Amazônia?
Nas Forças Armadas, a Amazônia cai sobre diferentes jurisdições. No Exército ela é responsabilidade, em sua maioria, do Comando Militar da Amazônia (CMA).

Parte de suas defesas também estão com o Comando Militar do Norte, que abrange os estados do Pará, Amapá e Maranhão, e o Comando Militar do Oeste, que atua no estado de Mato Grosso.
Já na Força Aérea Brasileira (FAB), as mesmas divisões se aplicam, com o VII Comando Aéreo Regional (Comar) sendo responsável pela maior área da Amazônia, enquanto o I Comar engloba os estados do Pará e do Amapá, e o VI COMAR, o estado de Mato Grosso.

Na Marinha, por sua vez, o 9º Distrito Naval (DN) atua sobre a maior parte dos estados amazônicos, enquanto o Pará e o Amapá estão no 4º DN e Mato Grosso, no 6º DN.

“Hoje temos cinco brigadas na região amazônica, cinco grandes unidades, divididas em vários batalhões, regimentos de cavalaria, regimentos de GAC [artilharia de combate].

A Marinha tem dois grandes distritos navais ali, em Manaus e Belém, com a base naval do Rio Negro, em Manaus, e a base Val-de-Cães, em Belém”, sublinha Franchi.

Tássio ainda ressalta que, apesar dessas divisões de comando e áreas, as Forças Armadas atuam bem em conjunto na região, conseguindo realizar operações em agrupamentos.

Isso pode ser observado através de exercícios militares, como a recente operação Acolhida, de ação humanitária e acolhimento de refugiados venezuelanos, e a operação Ágata, de combate ao crime, em especial o narcotráfico e o garimpo ilegal.
Além desses equipamentos, a FAB conta com o Super Tucano, um caça brasileiro desenvolvido pela Embraer para atender às exigências do palco amazônico, isto é, atuar em mata fechada, sob diferentes condições climáticas, como fortes chuvas e altas temperaturas, em diferentes horas do dia e condições de luminosidade, ter grande autonomia de combustível e raio de ação e poder operar sem muita infraestrutura de apoio, como largas pistas.
O modelo introduzido em 2004, também conhecido como A-29, é um turboélice de aviônica avançada capaz de atingir uma velocidade de cruzeiro de 520 km/h, sendo ainda equipado com diferentes conjuntos de bombas, mísseis e foguetes.
Suas metralhadoras são dois modelos de 12,7 mm x 99 mm, mesmo padrão da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).
O modelo conta ainda com variações para um ou dois pilotos, sensor infravermelho, sistema de navegação por GPS, sistema gerador de oxigênio e comunicação criptografada.
A aeronave, utilizada como apoio de fogo aproximado às tropas de infantaria, já se provou extremamente capaz, ressalta Franchi, tendo sido amplamente usada no Afeganistão antes da retomada do Talibã.
Com informações das FA

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