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Sob Bolsonaro, Yanomami tem o maior índice de mortes de crianças

Governo Bolsonaro aumenta mortes de crianças Yanomamis

“Não é justo, hoje, querer criminalizar o garimpeiro no Brasil. Não é porque meu pai garimpou por um tempo. Nada a ver”, disse o presidente Jair Bolsonaro em 14 de maio deste ano.

Dias antes, em 10 de maio, a comunidade Palimiu, na Terra Indígena (TI) Yanomami, foi atacada por garimpeiros.

No mesmo dia, a capa da Folha de S.Paulo reportava outra urgência no território: a desnutrição infantil.

O jornal estampou a imagem de uma criança indígena de 8 anos, da comunidade Maimasi, na região da Missão Catrimani.

Deitada em uma rede, a criança tinha as costelas aparentes, o que revelava um grave quadro de desnutrição.

Segundo o missionário que divulgou a imagem, havia seis meses que a aldeia não era visitada por equipes de saúde.

Dias depois, em 22 de maio, quando vários outros ataques de garimpeiros à Palimiu já tinham ocorrido, o povo Yanomami novamente ganhou as manchetes: uma criança de 1 ano e apenas 3 kg, da comunidade Yaritha, na região de Homoxi, morrera com quadro grave de desnutrição.

A remoção aérea da criança para a capital Boa Vista (RR), solicitada na tarde do dia 20, não foi feita a tempo.

Rafael Oliveira

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