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TEMER: A GRANDE FRAUDE DO GOLPE POLÍTICO

O CHEFE E OS...

Um dos mitos sobre Michel Temer, cultivado ao longo do processo de impeachment, era o de que se tratava de um político hábil, afável, inteligente — o antípoda da titular.

Elio Gaspari, entre outros cronistas, o definiu como “experiente, frio”, e conhecedor do “lado do avesso de Brasília”.

De Eliane Cantanhede a Ricardo Noblat, as supostas virtudes negociadoras do ex-vice decorativo foram cantadas aos quatro cantos, vendendo como se fosse um Richelieu.

O rompimento com Renan Calheiros, cúmplice de décadas, veio enterrar de vez essa balela.

Temer sempre foi um operador de bastidores, viabilizando e distribuindo o butim do PMDB.

Na presidência, continuou fazendo isso, além de cumprir com o serviço sujo dos patrocinadores do golpe no sentido de destruir o legado dos programas sociais do governo do qual participou.

Numa tentativa de parecer superior ao desprezo da população, assimilou o mote patético sugerido por Nizan Guanaes e passou a se defender: preferia ser impopular a populista.

Renan, que é qualquer coisa, menos bobo, está de olho nas eleições de 2018 em seu estado e não quer ficar ao lado de um presidente cuja popularidade despenca a cada pesquisa.

De que adianta um cargo para um apaniguado e outros favores se o homem é um tronco de enchente?

Entre Temer e Lula, que cresce nas pesquisas, pergunte, com quem ele gostaria de ser fotografado?

Michel, o habilidoso, o gênio da articulação, é refém de um detento, Eduardo Cunha, e da corriola da formação original de sua banda — Romero Jucá, Eliseu Padilha, Rodrigo Maia, Moreira Franco.

O jantar dos senadores governistas do PMDB na casa de Katia Abreu escancarou ainda mais a situação.

“Diziam que a Dilma não sabia onde ia, e o Temer não tem para onde ir”, tripudiou Renan.

Dos 22 da bancada no Senado, doze estavam lá, mais Sarney e a filha Roseana.

“Na fritada de aratu, Temer também foi fritado”, falou um dos senadores.

Renan, o porta voz da insatisfação, pontuou que “estão nos propondo um suicídio” com as reformas.

Sarney acha que Temer “tem que dialogar mais”.

Segundo o Valor, Michel escalou aliados para procurar “conter a ira” de Renan Calheiros.

Tem medo de que as críticas contaminem a base de apoio e prejudiquem o andamento das reformas.

No meio tempo, enquanto o chão esfarela e Temer vai disparando suas asneiras.

“Deus me deu a graça de reconhecer o valor das mulheres”, discursou o cidadão que elogiou o sexo feminino pela capacidade de ver o preço da manteiga sem sal no supermercado.

A única saída para o caos é diretas já.

Michel Temer, o homem que sabe da “mecânica de suas obras e suas pompas”, de acordo com Gaspari, não consegue combinar o jogo nem sequer com seus amigos, que dirá com os inimigos. (Kiko Nogueira)

E agora?

Aqueles que me chamavam de radical, defensor de Lula, Dilma e do PT, o que Têm a dizer?

Vão continuar dizendo que meus comentários são partidários?

Quem estava com a razão?

Hoje a rejeição de Temer é bem maior do que a de Dilma, não era para ser o contrário?

Hoje seus principais aliados e a maioria dos que o apoiavam estão contrários ao modelo de reforma que ele está impondo ao povo brasileiro.

Os políticos aliados estão abandonando-o, pensam em suas reeleições e eleições.

 Não querem ficar ao lado de um presidente rejeitado pela maioria esmagadora do eleitor brasileiro.

Temer é um político que fala muita asneira, mas inteligente na captação de recursos, venham de onde vierem, não importa se for de propina ou chantage.

Um político que é chamado de traidor no mundo inteiro.

Um político que só consegue se relacionar  pela venda dos ativos da Petrobrás.

Dilapidando uma das maiores riquezas desse país.

Um político que só ficará satisfeito depois de fazer com a Petrobrás o que fez com o Nióbio.

Muito bem.

Agora eu quero ouvir onde eu estava errado quando realizei comentários meus e de analistas políticos de renome, reconhecendo o desastre que causaria o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Ilegal, indecente, desmoralizante para os poderes constituídos desse país.

Vamos criem coragem para me desmentir. Estou disposto ouvi-los.

Expliquem e convençam que eu estava errado.

Não me preocupo com o poder que as pessoas ter e que usem para me prejudicar.

Ninguém vive sozinho mas não faço questão de amizades de pessoas individualistas, arrogantes, gananciosas, desprovidas de moral e caráter, e não me importo com o grau de influência que possa ter.

Se não tive medo na minha juventude, quando a falta de experiência me obrigava a conviver com esse tipo de gente, hoje com 65 anos de vida isso não me assusta mais.

Não faço o mal, não desejo o mal dessas pessoas, mas as quero longe da minha convivência, e da convivência da minha família, para não contaminá-la.

Já encarei de frente inúmeras tentativas  de desacreditar o meu trabalho como jornalista e radialista.

Em algumas oportunidades tentaram jogar-me contra colegas de profissão e vice versa. Com o prefeito, Roberto Pazzi e outras pessoas, nem se fala.

Não sou muito social, raramente vou a eventos, festinhas. Sou caseiro, vocês me encontram todas as noites, todos os finais de semana em minha casa. Meu maior passa tempo é ler, assistir aos programas jornalísticos, filmes e escrever, ao lado da minha companheira. Sem contar com as calopsitas e os cães, Marley e Maria Keity.

Tenho a mais absoluta certeza de que assim continuarei até os últimos dias de minha vida. (CL)

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