Vereador pede punição para João Borges

O vereador Isaías de Diogo (PP) ficou indignado com a declaração dada pelo empresário João Borges neste domingo (05) a um programa de rádio da cidade. João Borges, que é dono de um estacionamento na cidade, está inconformado com projetos de lei de autoria do vereador Justiniano França que regulam o funcionamento desses estacionamentos na cidade; o empresário chegou ao ponto de desafiar Justiniano para um duelo de morte.

Ele lembrou que não é a primeira vez nesta Legislatura que empresários desrespeitam a Casa da Cidadania. Fato semelhante ocorreu envolvendo o presidente da Associação de Blocos Micaretescos de Feira de Santana que declarou inválida uma lei municipal, de autoria do vereador Reinaldo Miranda – Ronny, que dispõe sobre a obrigatoriedade de os blocos destinarem luvas, botas, lanches, água mineral e protetor auricular para os cordeiros na Micareta.

O edil solicitou a Comissão de Direitos Humanos da Câmara que apure o caso para tomar as providências cabíveis no caso do desafio de morte feito por João Borges e pediu proteção policial para todos os vereadores do Legislativo feirense que defendem os interesses maiores da coletividade e o desenvolvimento do município.

Isaías de Diogo foi mais incisivo a confessar que “se as determinações não forem cumpridas, não vale a pena criar leis em Feira de Santana”, e mais : ” para ser vereador, se for desse jeito, fica complicado”.

Para vereador Pablo ameaça de empresário é uma afronta à democracia

O vereador Pablo (PT) na tribuna da Câmara nesta segunda-feira (06), mostrou-se também perplexo com declaração dada pelo empresário João Borges. “Ele ameaça, inclusive fazer um duelo. Parece que nós voltamos à época do bang-bang, onde as pessoas iam para as ruas, cada qual com uma arma em punho fazer justiça com as próprias mãos”, diz Pablo.

Em sua opinião, a Câmara precisa tomar providências com relação ao comportamento agressivo de empresários que não estão em consonância com projetos de interesses da coletividade. “Ou retira o projeto, ou toma tiro. Isso é um afronta à democracia. Esta Casa não pode permitir, de forma nenhuma, que isso aconteça”, ressalta.

Fonte: Redação

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