Coronavírus: Produtores de flores da BA estão ‘Colhendo para jogar fora’

BUSCAR menu g1 editorias editorias agro editorias bem estar editorias carros editorias ciência e saúde editorias economia economia agro economia pme editorias educação editorias natureza editorias política editorias pop & arte editorias tecnologia editorias turismo e viagem menu g1 regiões regiões centro-oeste centro-oeste distrito federal centro-oeste goiás centro-oeste mato grosso centro-oeste mato grosso do sul regiões nordeste nordeste alagoas nordeste bahia nordeste ceará nordeste maranhão nordeste paraíba nordeste pernambuco pernambuco recife e região pernambuco caruaru e região pernambuco petrolina e região nordeste piauí nordeste rio grande do norte nordeste sergipe regiões norte norte acre norte amapá norte amazonas norte pará pará belém e região pará santarém e região norte rondônia norte roraima norte tocantins regiões sudeste sudeste espírito santo sudeste minas gerais minas gerais belo horizonte e região minas gerais centro-oeste minas gerais grande minas minas gerais sul de minas minas gerais triângulo mineiro triângulo mineiro uberlândia triângulo mineiro uberaba minas gerais vales de minas gerais minas gerais zona da mata sudeste rio de janeiro rio de janeiro rio de janeiro e região rio de janeiro norte fluminense rio de janeiro região dos lagos rio de janeiro região serrana rio de janeiro sul e costa verde sudeste são paulo são paulo são paulo e região são paulo bauru e marília são paulo campinas e região são paulo itapetininga e região são paulo mogi das cruzes e suzano são paulo piracicaba e região são paulo prudente e região são paulo ribeirão preto e franca são paulo rio preto e araçatuba são paulo santos e região são paulo são carlos e araraquara são paulo sorocaba e jundiaí são paulo vale do paraíba e região regiões sul sul paraná paraná curitiba e região paraná campos gerais e sul paraná norte e noroeste paraná oeste e sudoeste sul rio grande do sul sul santa catarina menu g1 telejornais telejornais autoesporte telejornais bom dia brasil telejornais fantástico fantástico quadros e séries telejornais globo repórter telejornais globo rural telejornais hora 1 telejornais jornal da globo telejornais jornal hoje telejornais jornal nacional telejornais pequenas empresas pequenas empresas quadros telejornais profissão repórter menu g1 globonews globonews jornais globonews programas globonews podcasts globonews redes sociais menu g1 podcasts menu g1 serviços menu g1 vídeos menu g1 especial publicitário grupo globo Produtores de flores da BA enfrentam dificuldades durante pandemia: 'Colhendo para jogar fora' 'A gente está passando aperto, necessidade. Porque nunca mais achamos um real para ganhar em lugar nenhum', conta um produtor. Setor sofre com queda vertiginosa de vendas. Por TV Bahia 07/06/2020 13h42 Atualizado há uma hora Cultivo e comércio de flores sofre prejuízos provocado pela pandemia de Covid-19 na BA Cultivo e comércio de flores sofre prejuízos provocado pela pandemia de Covid-19 na BA Assim como outros setores da economia baiana, a produção de flores tem passado maus bocados durante a pandemia da Covid-19. Em meio à crise financeira, os produtores viram as vendas caírem vertiginosamente de uma hora para outra, quando todos já trabalhavam para as entregas da grande demanda do Dia das Mães. Em apenas um sítio na cidade de Maracás, no centro-sul da Bahia, 30 mil dúzias de rosas, crisântemos, palmas de Santa Rita, além de complementos ornamentais, como as folhagens, ficaram encalhados e foram jogados fora. “A produção de flores, por ser agrícola, requer um custo muito alto de manutenção. Diferente do setor industrial, que poderia parar por um período e, quando a situação normalizar, retomar sua produção. Isso requer um custo alto, relacionado a insumos, mão de obra especializada. Neste período, está sendo muito difícil para manter. Não está acontecendo a venda que corresponde... Então a maior luta hoje não é só manter os pés vivos, que é necessário. E, sim, manter os empregos, que são, ativos, mais de 30”, diz o produtor Rone Botelho. Produção de flores em Maracás, na Bahia — Foto: TV Bahia Produção de flores em Maracás, na Bahia — Foto: TV Bahia

Assim como outros setores da economia baiana, a produção de flores tem passado maus bocados durante a pandemia da Covid-19. Em meio à crise financeira, os produtores viram as vendas caírem vertiginosamente de uma hora para outra, quando todos já trabalhavam para as entregas da grande demanda do Dia das Mães.

Em apenas um sítio na cidade de Maracás, no centro-sul da Bahia, 30 mil dúzias de rosas, crisântemos, palmas de Santa Rita, além de complementos ornamentais, como as folhagens, ficaram encalhados e foram jogados fora.

“A produção de flores, por ser agrícola, requer um custo muito alto de manutenção. Diferente do setor industrial, que poderia parar por um período e, quando a situação normalizar, retomar sua produção. Isso requer um custo alto, relacionado a insumos, mão de obra especializada. Neste período, está sendo muito difícil para manter. Não está acontecendo a venda que corresponde… Então a maior luta hoje não é só manter os pés vivos, que é necessário. E, sim, manter os empregos, que são, ativos, mais de 30”, diz o produtor Rone Botelho.

Os prejuízos chegam a 90% da produção, segundo os cálculos da Associação de Fruticultores de Maracás. Jean da Silva, presidente da Associação de Produtores de Maracás, conta as dificuldades que os trabalhadores do setor têm enfrentado.

“É lamentável, é difícil. Mais que complicado, porque era daqui que a gente tirava o nosso sustento, da nossa família. Hoje somos 10 pais de família. Não temos nada. Não tem serviço para ganhar em canto nenhum. A gente está passando aperto, necessidade. Porque nunca mais achamos um real para ganhar em lugar nenhum”, relata.

“Estamos aqui colhendo para jogar fora. Uma dúzia dessa flor aqui custa R$ 15. Imagine mais de 100 dúzias dessas flores foram jogadas fora. Na outra semana que passou. Um pacote de rosa desse aqui custa R$ 20. A gente vendia, em média, 100 pacotes de rosas por semana. Duas vezes na semana, na quarta e no sábado. Ultimamente, está indo para o lixo”.

Além de Maracás, que concentra o maior número de produtores, muitas variedades de flores também são cultivadas em Vitória da Conquista, Feira de Santana e vários municípios da Chapada Diamantina, como Morro do Chapéu.

A Bahia é o 8º produtor nacional de flores. Nos últimos tempos, a atividade vinha se expandindo e movimentava cerca de R$ 300 milhões por ano. Empregava 12 mil pessoas, entre a produção e a venda.

A maior parte das flores consumidas na Bahia, no entanto, vem de Holambra, em São Paulo, onde a crise também atinge de forma severa os produtores. Segundo o Instituto Brasileiro de Fruticultura (Ibraflor), o prejuízo, em todo o país, pode passar de R$ 1,3 bilhão.

G1/BA

Share on facebook
Facebook
Share on google
Google+
Share on twitter
Twitter
Share on linkedin
LinkedIn
Share on pinterest
Pinterest

OUTRAS NOTÍCIAS