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Mudança de sexo demora até 12 anos no Brasil

CIRURGIA MUDANÇA SEXO

A demora para a realização do “nascimento transexual” é uma queixa comum entre os que estão na fila de espera pela cirurgia de redesignação sexual que, segundo relatos, pode levar, em média, de dez a 12 anos.

Bem antes de encarar a fila do SUS, Walleria conta que enfrentou crises de depressão entre a infância e a vida adulta.

Foi somente aos 34 anos que conseguiu fazer a transformação: comprou roupas femininas e jogou fora todas as masculinas do armário: “Apesar do medo, da vergonha e da culpa que eu sentia no começo, estar finalmente vivenciando uma existência feminina foi tão libertador, tão compatível com meus desejos, sentimentos e instintos, que não tive mais dúvida sobre minha natureza.

Realmente, eu tinha nascido mulher com corpo de homem”.

Os procedimentos para adequação do corpo de quem não se identifica com o sexo biológico passaram a ser oferecidos pelo SUS em 2008, mas até hoje só são feitos em cinco Estados e em uma escala muito menor do que a demanda.

No ano passado, foram feitos 3.440 procedimentos de transexualização em todo o País, entre cirurgias de redesignação sexual, retirada das mamas, plástica mamária reconstrutiva (incluindo a colocação de próteses de silicone) e tireoplastia (troca da voz).

Em São Paulo, estado onde acontece o maior evento do gênero no País, a Parada LGBT, o processo é feito somente no Ambulatório de Transexualismo do Hospital das Clínicas.

Segundo a instituição, todo o procedimento dura em média três anos. Números do hospital mostram que há 72 pacientes agendados até 2021 para iniciar a genitoplastia – ou readequação do órgão sexual.

AGÊNCIA B.

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