Prefeito e vice do município de Irecê estão inelegíveis por oito anos

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O prefeito Luiz Pimentel Sobral e a vice, Hisidora Alves de Sousa, da cidade de Irecê, a 478 quilômetros de Salvador, tiveram os diplomas cassados e ficarão inelegíveis por oito anos subsequentes ao pleito de 2012.

A ação do Ministério Público da Bahia (MP-BA) contou com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.

As investigações apontaram que José Sidney de Souza, proprietário de emissora local de radiodifusão, usou deste e de outros veículos associados para beneficiar a candidatura dos dois políticos.

José Sidney também se tornou inelegível por oito anos.

O juiz eleitoral Alexandre Lopes afirmou que: “é de clareza solar o abuso perpetrado pelo terceiro investigado (José Sidney), que valendo dos microfones da Rádio Líder FM, de sua propriedade, atuava como verdadeiro cabo eleitoral dos dois primeiros investigados (Luiz Sobral e Hisidora Sousa)”.

De acordo com o promotor eleitoral Sammuel Luna a empresa Avante Promoções e Publicidade foi contratada por R$ 100 mil para realização de campanha dos então candidatos.

Para o magistrado a Avante “atuou apenas como um canal para contratação indireta de todo o sistema, uma espécie de válvula formal e maquiada, com o objetivo de não levantar suspeitas”, explicou.

A empresa é de propriedade de José Sidney de Souza, que trabalhou como locutor oficial da campanha eleitoral de Luiz Sobral, sendo ainda filiado a partido da base política do prefeito cassado.

Ainda de acordo com a ação foram 89 matérias divulgando a campanha do atual prefeito cassado, contra 28 sobre a campanha do candidato opositor.

“Priorizando as matérias partidárias de interesse dos dois primeiros investigados, divulgou no site um total de 317,85% matérias a mais que as da coligação investigante”, observou o juiz Alexandre Lopes.

Dessa forma a Justiça cassou os diplomas do prefeito e da vice-prefeita de Irecê, Luiz Pimentel Sobral e Hisidora Alves de Sousa. Eleitos ano passado, eles estão inelegíveis pelos oito anos subsequentes ao pleito de 2012.

O juiz eleitoral Alexandre Lopes acatou ação ajuizada pela coligação de oposição ao gestor. A ação contou com parecer favorável do Ministério Público Eleitoral.

Entre as condutas ilegais apontadas estão à supressão e alteração da ordem das inserções da propaganda eleitoral da coligação opositora, críticas ao candidato de oposição e elogios a Luiz Sobral.   

Fonte: MP/Redação

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