Beijar várias bocas no carnaval pode trazer doenças, diz médico

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email

O beijo na boca pode transmitir desde uma simples gripe ou resfriado, até doenças mais graves como hepatite B e turbeculose. O alerta para o período do carnaval, época em que as pessoas beijam vários parceiros desconhecidos, é do clínico geral e professor do departamento de medicina da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) Bernardino Geraldo Alves Souto. “Se estiver com sangramento, o risco aumenta ainda mais”, afirmou.

 

As viroses respiratórias podem ser transmitidas pelo beijo na boca. Gripe, meningite, tuberculose, herpes é muito frequente e também a mononucleose, uma doença que começa com frebre, ínguas pelo corpo, e pode evoluir para hepatite ou inflamaçãoo no baço”, explicou o professor. O ambiente escuro e úmido é propício para o desenvolvimento de várias bactérias.

 

 

De acordo com o cirurgião dentista Silvio Segnini, só na boca há mil bactérias diferentes. “Sem contar as que são desconhecidas. E o mau hálito pode ser um indicativo dessas bactérias ou de alguma afecção na garganta”, falou Segnini. A má conservação dentária é outro fator que amplia a probabilidade de transmissão.

 

Entretanto, observar o aspecto da pessoa a ser beijada nem sempre é suficiente para evitar o risco. “Isso porque algumas doenças podem ser transmitidas mesmo se não estiverem na fase aguda.

 

A pessoa que transmite essas doenças pode não estar com sintoma naquele momento. A mononucleose pode levar de uma semana a seis meses para ser curada, a resposta ao tratamento é variável”, disse Souto.

 

 

Outra atitude que pode ajudar a evitar a transmissão de doenças é fugir dos excessos. “Beijar qualquer um o tempo todo facilita a transmissão, há que se evitar o excesso”, recomendou. “Aliás, qualquer tipo dele, inclusive o de bebida, até porque, o fator agravante do carnaval é que com muita bebida ou droga a pessoa perde a capacidade de administrar o próprio comportamento e extrapola, então isso deve ser evitado”, completou o professor.

Fonte: Redação / G1

OUTRAS NOTÍCIAS