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Especialista diz que é preciso se preparar agora para próxima variante

Crédito: Masha Zolotukhina/istock Médica diz que é preciso estar preparado para a próxima variante

Embora haja sinais de que a onda da variante Ômicron está diminuindo, o convívio com o coronavírus está longe de chegar ao fim.

Enquanto o vírus estiver em circulação, haverá chance de novas mutações que podem levar a novas futuras variantes.

Em um artigo no site de notícias NBC News, Megan Ranney, professora de medicina de emergência e reitora acadêmica de saúde pública da Brown University, afirmou que é preciso traçar planejamento agora para próxima grande variante do coronavírus, que vai infectar principalmente pessoas não vacinadas.

“Qual é a alternativa? Se pararmos de comemorar prematuramente e nos tornarmos proativos na preparação para os próximos surtos quase inevitáveis, podemos, esperançosamente, mudar o padrão”, escreveu ela.

Entre as medidas que necessitam ser colocadas em prática agora está preparar a saúde pública da melhor maneira possível.

“Sim, precisamos que as pessoas sejam vacinadas, ponto final”, disse a médica.

“Também precisamos de investimentos em melhores sistemas de dados, agora, para sinalizar quando um surto está a caminho e fornecer métricas claras de quando aumentar as proteções (como máscaras) – e linhas claras sobre quando essas proteções podem ser relaxadas”, observou.

Ela ainda citou a necessidade de ampliar a testagem e tornar mais acessíveis e equitativos os tratamentos.

“Precisamos de tudo configurado de uma maneira que possa ser acionado se e quando necessário. Podemos e devemos fazê-lo hoje, para nos prepararmos para o amanhã.”

No radar da OMS

A Organização Mundial da Saúde (OMS) disse recentemente que é muito cedo para declarar vitória contra o covid-19 e que a pandemia ainda estava longe do fim.

“Esta pandemia está longe de terminar e com o incrível crescimento da Ômicron globalmente, novas variantes provavelmente surgirão, e é por isso que o rastreamento e a avaliação continuam críticos”, disse Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, em um conferência de imprensa.

A OMS também monitora a subvariante BA.2 da Ômicron, que é ainda mais transmissível que a variante original.

Não é hora de baixar a guarda

As medidas de segurança não devem ser abandonadas, mesmo com o avanço da vacinação. A higiene das mãos e o uso de máscaras de proteção continuam sendo armas poderosas contra o vírus.

Além disso, é importante evitar aglomerações sempre que possível, já que a variante Ômicron se espalha com muita facilidade.

RCL

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