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Gato não quer? Cachorro come!

Toda profissão tem lá seus altos e baixos. A que está em alta agora é a medicina. Salários altos. Podem escolher mais e aí, não querem mais ir para o interior. Mas quem quer ir para o interior? Quem gosta de mato é onça.

Bem, isto é o que a gente nota. O que faz a presidente? Importa, então, os médicos, já que os nossos gostam mesmo é de fruta madura, no pé, que cai ao nosso lado e sem marimbondo e de preferência na beira da estrada.

Ué? Gato não quer, cachorro come e aí, reclamam. Reclamam por quê?

Têm gente botando banca demais por ai.

A única coisa que está errada é o médico não ter o consentimento para trabalhar de seus conselhos, que afinal, existem para os brasileiros e têm que existir para os estrangeiros, por que senão, eu vou pedir para não pagar mais o meu conselho, já que para eu trabalhar como engenheiro, eu pago o conselho, haja vista as placas, bem comuns nas obras, onde tem nome do engenheiro e o número do conselho.

Como é que um farmacêutico vai dar um remédio ao paciente sem o número do conselho do médico na receita? Pode?                 

De forma que eu acho é que a presidente está certa no trato da questão, mas o seu proceder não. Se não, para que conselhos, ordens, etc.? Acabem com isto! Eles não são legais?

Pois devem ser respeitados, pois cabem a eles fiscalizar o exercício das profissões e isto é lei e não tem conversa.

Agora, que os médicos estão com o balão cheio demais, estão! Hoje em dia nem convênio presta mais. Tem médico que cobra meia-entrada, ou seja, a metade do preço da consulta, quando o cliente é de convênio.

Têm médicos que pedem uma pá de exames, muitos até desnecessários, que eles fecham a cara quando nós reclamamos, que normalmente levam bem mais que um mês para serem realizados, por que os exames de convênios também demoram, o que é normal, e depois querem ainda cobrar uma outra consulta de retorno, só por que a lei que trata do assunto assim o reza.

Ora, consulta de retorno deve ser meia cobrança, pois são só meras olhadelas e não uma nova consulta.

Quanto esta história do médico ser cubano é pura bobagem. Em Miami está cheia de médicos cubanos e são de primeira. Isto é preconceito e, depois, o que faz um médico, um engenheiro, é a sua atuação profissional.

Se for bom, vai ter cliente, se não é, os clientes desaparecem e ponto final. Aliás, quando você for a um médico, olhe a fila! Se estiver pequena demais, abra o olho, pois tem marimbondo no pé.

Médico bom tem fila, mas os seus exercícios têm que ser de acordo com a lei e quem fiscaliza essas atuações são os conselhos.         

Quanto à ida dos médicos como de qualquer profissional para o interior, eu acho que o governo deveria rever o projeto Rondon, melhorar as condições dos alunos para verem como é o interior, a sua vida, dar melhores condições, inclusive um salário, uma bolsa-estudante, mais gordinha, né?

Vocês vão ver os médicos, engenheiros, farmacêuticos, maestros e outros profissionais no nosso interior. Mas só contar com a boa vontade, não dá não é! 

Por exemplo, o nosso interior se ressente muito de advogados, de mais farmacêuticos, de professores, sanitaristas, maestros, atores, profissionais de desportos, que também são profissionais e não só de médicos. Por quê?

Ora, sem uma bandinha, a meninada vai cair mesmo é na maconha, no craque, que estão invadindo o nosso interior e cabeça vazia é oficina do diabo.    

Fonte: Carlos Pereira de Novaes. Professor da UEFS

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