Médico denuncia precariedade do Clériston Andrade

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email

Ubiratan Lira de Souza, médico plantonista do Hospital Geral Clériston Andrade , portador do CRM 23760, encaminha para a Diretoria Geral, Diretoria Médica e Diretoria Administrativa do referido hospital o seguinte comunicado:

Venho através desta informar que a unidade de terapia intensiva 02 desta Instituição encontra-se em situação precária de funcionamento.

No momento a unidade tem déficit pessoal de fisioterapeuta para cobrir os plantões noturnos, fato este já enunciado diversas vezes, havendo prejuízo importante para a evolução dos pacientes e aumentando a chance de infecção hospitalar.
Temos grande carência de antibióticos. Além de alguns antibióticos não serem padronizados, grande parte dos padronizados estão em falta (Cefepime,piperacilina-sulbactam (tazocin),Meropenem, linezolida, teicoplamina (não padronizado-targocid), Clindamicina etc).

Há falta de sonda naso-enteral, havendo prejuízo na dieta de pacientes entubados, que é o perfil desta unidade.

Há 05 dias o Rx móvel está quebrado. Como a incidência de pneumonia é muito alta em UTI assim como outras patologias pulmonares (derrame pleural, atelectasia, pneumotórax etc), é primordial que haja Rx de rotina para todos ou quase todos os pacientes. Nossos pacientes são graves e instáveis e, portanto, não podem sair da unidade sem que haja um bom custo-benefício. Assim não podemos de forma alguma ficar sem Rx na unidade.

Há algum tempo o refeitório não tem disponibilizado alimentação, até onde sabemos a empresa do Hospital Estadual da Criança tem fornecido alimentos para os pacientes. Desde o dia anterior e hoje não foram fornecidas refeições para os funcionários. Portanto ou compramos e pedimos por entregar à nossa comida ou ficamos com fome.

Até a presente data , os médicos das UTIs ainda não receberam os salários do mês de janeiro nem de fevereiro. Estamos em meio de março e, portanto, até comprar nossa comida no hospital está sendo difícil. Praticamente estamos pagando para trabalhar com fome.

Assim as medidas para esta instituição deve ser urgente de direito garantido por lei, não sendo possível aceitar medidas como terceirização para solução dos problemas.
Aguardo.

 

Ubiratan Lira de Souza
Médico Plantonista
CRM 23760

 

Fonte: Ubiratan Lira de Souza

OUTRAS NOTÍCIAS