Técnica detecta malária em 20 segundos

 

A equipe de Dmitri Lapotko, da Universidade Rice, de Houston, Texas, um pesquisador natural de Belarus que dirige um laboratório binacional na instituição americana, descobriu uma técnica simples, que é capaz de ser usada rotineiramente por pessoal sem treinamento especializado para detectar a malária. A técnica é demonstrada como potencialmente viável num estudo publicado na revista da Academia de Ciências dos EUA, a “PNAS”. Imagine colocar o dedão em um detector eletrônico e, 20 segundos depois, saber se você tem ou não malária.

Lapotko e colegas usaram pulsos ultrarrápidos de laser para detectar uma substância produzida pelo parasita da malária ao invadir células vermelhas do sangue. O parasita tem um ciclo de vida no mosquito transmissor e no ser humano. Ataca o fígado e as células do sangue. Ao invadir o glóbulo vermelho, digere a hemoglobina e cria um subproduto, chamado de cristais de hemozoína.

O pulso de laser energiza a hemozoína e produz uma pequena bolha de vapor, detectável pelos instrumentos dos cientistas. Os experimentos envolveram células humanas e camundongos.

 

Quando o laser atinge a célula infectada, ele faz mais do que detectar o parasita: ele explode o alvo. Ou seja, a técnica teria potencial terapêutico? “Sim, já demonstramos o efeito terapêutico, e o estudo está sendo enviado para publicação”, diz Lapotko.

O cientista está otimista quanto aos resultados e acredita que um aparelho simples baseado nessa tecnologia poderia testar 200 mil pessoas por ano, bem mais rápido do que com os testes atuais -e pela metade do preço. Ele acredita que, em um ano após a obtenção de financiamento -algo que o grupo ainda não tem-, o aparelho estaria disponível às clínicas.

Quando o laser atinge a célula infectada, ele faz mais do que detectar o parasita: ele explode o alvo. Ou seja, a técnica teria potencial terapêutico? “Sim, já demonstramos o efeito terapêutico, e o estudo está sendo enviado para publicação”, diz Lapotko.

Fonte: Redação

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