Polícia suspeita da causa da morte de Raquel Santos e suspende velório para autópsia

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O cirurgião responsável pelo atendimento que resultou na morte da modelo Raquel Santos, que passou mal nesta segunda-feira (11) após realizar um procedimento estético em uma clínica de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, será intimado a depor na 79ª DP (Jurujuba), juntamente com as duas enfermeiras que atenderam a a modelo no Hospital Icaraí, também em Niterói. O viúvo de Raquel, Gilberto Azevedo, também deve prestar depoimento nos próximos dias.

Segundo o delegado Mário Lamblet, responsável pelo caso, a Polícia também espera resultados de exames laboratoriais e do laudo de necrópsia realizado nesta quarta-feira (13) no Instituto Médico Legal do Barreto. “Precisamos saber as causas da morte”, explicou o delegado.

Nesta terça-feira (12), o velório de Raquel foi interrompido pela Polícia Civil, que levou o corpo para exames no Instituto Médico Legal. A 76ª DP (Centro) foi acionada pelo cartório de registro civil onde estava sendo expedida a certidão de óbito de Raquel. O cartório teria suspeitado da causa da morte registrado no atestado de óbito.

Durante o velório, o viúvo, Gilberto Azevedo, disse que Raquel estava fazendo preenchimento nos glúteos e no rosto e passou mal durante o processo. Ele conversava com policiais da 76ª DP (Centro) por volta das 15h50.

“Ela era fascinada por isso, carnaval, malhar, essas coisas. E ela queria sempre mais. Eu achava que ela, feia ou bonita, era ótima. Mas ela queria sempre mais, sem necessidade”, lamentou. Ela fumava muito e injetava Potenay [estimulante usado em cavalos] nas pernas antes de malhar”, afirmou o marido. “Não sabemos se isso pode ter contribuído para o que aconteceu. Ainda não sabemos se vamos processar a clínica. Não vai trazer ela de volta”, disse Gilberto, muito emocionado.

O médico responsável pelo preenchimento feito nesta segunda, Wagner Moraes, afirmou nesta terça-feira que o procedimento realizado é simples, foi concluído em dois minutos e não foi o responsável pela morte da musa.

“O grande problema é que ela teve um comprometimento de saúde. Ela aplicava na coxa uma substância chamada Potenay e ela usava o produto diariamente, fez uso ontem [segunda]. O marido dela contou que ela fumava três maços de cigarro por dia”, contou, afirmando ainda que a substância usada, o ácido hialurônico, não oferece riscos à saúde.

Segundo especialistas, o Potenay é utilizado inadequadamente para o ganho de músculos e muito requisitada por frequentadores de academias. De acordo com veterinários, a utilização continuada pelo ser humano tem conseqüências como derrame cerebral ou parada cardíaca por eleveção de pressão sanguínea.

Parada cardíaca
De acordo com a organização do ‘Musa Brasil’, Raquel Santos sofreu uma parada cardíaca após realizar um preenchimento no rosto para corrigir o chamado bigode chinês — marcas de expressão do sorriso.

Raquel Santos tinha 28 anos e representava o estado do Mato Grosso no concurso Musa do Brasil. “Ela representava o Mato Grosso porque, segundo ela, tinha um carinho muito grande pelo estado e tinha muitos amigos que eram de lá”, contou Eduardo Graboski.

G1 Rio

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