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Regina Duarte compartilha vídeo antigo e pede ‘Dia da Consciência Branca’

Regina Duarte, mais um tiro no pé, consciência branca

Regina Duarte gerou polêmica na manhã de domingo (21) ao pedir o “Dia da Consciência Branca” como protesto a data de comemoração do Dia da Consciência Negra – que foi celebrado no dia 20.

A atriz de 74 anos usou vídeo sobre pedido para não discutir o racismo para dizer as pessoas que temos de olhar para o futuro sem discutir o passado.

Nas imagens, Morgan Freeman aparece falando do tema. No entanto, ela não mostra que é antigo e o próprio ator mudou de ideia.

Em postagem no Instagram, a ex-secretária da cultura do governo Jair Bolsonaro (Sem Partido) compartilhou um vídeo viral de Morgan Freeman dizendo que para “combater o racismo é melhor não falar do tema”.

Na legenda, ela questionou sobre quando haverá o dia dedicado a pessoas brancas.

“Ontem, foi comemorado o Dia da Consciência Negra. Quando teremos o Dia da Consciência Branca, Amarela, Parda? Quanto tempo vamos ainda nos vitimizar ao peso de anos, de séculos de dor por culpas antepassadas?”, questionou a atriz.

A atriz sugere que o tema do racismo não seja mais abordado pois, segundo ela, hoje vivemos uma realidade em que todos ‘somos seres humanos e irmãos’.

“Quando vamos parar de olhar para trás e enfrentar o hoje e nós olharmos com a coragem da cara limpa? Maduros, evoluídos, conscientes de nossa luta, irmanados em nossa capacidade, de sermos ?HUMANOS? Simplesmente IRMÃOS?”.

Por mais que tenha gerado apoio de alguns seguidores — em sua maioria bolsonaristas –, Regina Duarte foi criticada por diversos fãs no Instagram. Alguns comentários chamavam a atriz de racista.

Há mais de uma década a cada 20 de novembro — Dia da Consciência Negra — ao menos uma pessoa desavisada compartilha o vídeo viral de Morgan Freeman no programa “60 Minutes”, com Mike Wallace, em que o ator fala que, para se combater o racismo, é melhor não falar dele. Entretanto, o ator reviu seu posicionamento e já participou de diversos protestos antirracismo nos EUA.

“Não falar sobre o racismo não faz com que ele deixe de existir. Você pode escolher negar a realidade para escapar de uma verdade desconfortável, mas ela continuará existindo e a nossa abstenção a transformará em algo muito violento pro lado oprimido do sistema”, afirma a jornalista Cristiane Guterres.

RPP

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