Carlos Lima
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Ciências
Carlos Lima | Publicado em 19/09/2019 às 10:57:31

Como colisão de asteroides há 470 milhões de anos poderia conter aquecimento global?

Como colisão de asteroides há 470 milhões de anos poderia conter aquecimento global? Foto: CC0

Pesquisadores revelaram que uma colisão no cinturão de asteroides há 470 milhões de anos encheu o Sistema Solar de poeira, causando uma era glacial única na Terra.

Através do novo estudo, uma equipe de cientistas da Universidade de Lund (Suécia) descobriu que a poeira que se espalhou pelo Sistema Solar possa também ter elevado os níveis de biodiversidade.

Na esperança de enfrentar o aquecimento global, os pesquisadores estão considerando recriar uma situação semelhante.

Eles acreditam que o asteroide tinha cerca de 150 km de largura e que foi esmagado entre Júpiter e Marte, espalhando poeira pelo Sistema Solar.

A poeira impediu parcialmente que a luz do Sol chegasse à Terra e, como resultado, o clima que antes era mais ou menos o mesmo em todo o globo se dividiu em zonas climáticas, escreve o tabloide britânico Mirror.

Isso permitiu que uma gama diversificada de vida prosperasse, de acordo com os pesquisadores.

Evitando luz solar

A descoberta foi feita graças à medição do hélio extraterrestre no leito marítimo no sul da Suécia e que foi incorporado na poeira do asteroide ao viajar para o nosso planeta, sugere a equipe.

“Este resultado foi completamente inesperado. Durante os últimos 25 anos [de estudo], nós nos debruçamos sobre hipóteses muito diferentes em termos do que aconteceu. Apenas quando obtivemos as últimas medições de hélio que tudo se encaixou”, explicou o líder do estudo, professor Birger Schmitz.

Especialistas têm demonstrado que é possível colocar asteroides em órbita em torno da Terra, libertando continuamente poeira fina e impedindo parcialmente que a luz solar chegue à Terra. Dessa maneira, segundo eles, poderia se resfriar o planeta e evitar o aquecimento global.

Satélite espacial orbitando a Terra (imagem referencial)

© DEPOSITPHOTOS / ANDREY ARMYAGOV Satélite espacial orbitando a Terra (imagem referencial)

“Nossos estudos podem dar uma compreensão mais detalhada e empírica de como isso funciona, e isso, por sua vez, pode ser usado para avaliar se as simulações com modelos são realistas”, conclui o professor.

Sputnik

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