Carlos Lima
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Feira de Santana
Carlos Lima | Publicado em 22/06/2019 às 12:57:33

Feira de Santana: a escolha de prefeito será uma eleição ábsono

Feira de Santana: a escolha de prefeito será uma eleição ábsono Rui Costa, José Ronaldo, Carlos Geilson,

Na condição de segundo maior município do Estado da Bahia, Feira de Santana possui um colégio eleitoral acima de 388 mil eleitores.

Mesmo assim, as eleições de 2020 deverá provocar o segundo turno, o que não acontece desde 1996.

Na realidade o processo eleitoral do próximo ano será atípico uma vez que o ex-prefeito José Ronaldo, que lidera a política local não poderá ser candidato.

Outro fato é a falta de capilaridade eleitoral de todos os candidatos que ora se apresentam, seja da situação ou oposição, que em sua liderança individual não apresentam condições de sair vitorioso no primeiro turno.

O candidato da situação leva certa vantagem sobre os demais adversários por contar com o apoio da maior representação política do município, consolidada por décadas no poder e representada pelo ex-prefeito José Ronaldo.

Caso não haja mudanças ou surpresas no cenário político local, a tendência deverá se repetir.

Colbert Martins, vice de José Ronaldo e atual prefeito é o candidato mais próximo do cacique politico.

Entretanto outro candidato desponta dentro da própria agremiação política (DEM), o deputado estadual Targino Machado, que deverá encontrar sérias dificuldades na  convenção do partido.

Caso mantenha sua perspectiva de candidato, ele terá que se desincompatibilizar do DEM, migrar para outra sigla partidária para permanecer no páreo.

A ascensão de José Ronaldo de Carvalho, derrotando Zé Neto (PT) e o prefeito Clailton Costa Mascarenhas, nas eleições de 2000, provocou uma mudança radical no cenário político de Feira de Santana, mantendo no poder por vinte anos o mesmo grupo.

As agremiações políticas que integram as oposições continuam fragmentadas e desorganizadas, não conseguem apresentar nada de novo.

Mais uma vez o candidato Zé Neto (PT) é o nome que se projeta. Embora não consiga aglutinar eleitores em torno de sua campanha visando o Executivo.

Fato amplamente comprovado pelas sucessivas derrotas como candidato a prefeito.

No campo Legislativo Zé Neto tem sido imbatível, recentemente foi eleito deputado federal.

As eleições do próximo ano terá um numero bastante significativo de candidatos, como diz o ditado popular, muitos caciques para poucos índios.

É verdade que surpresas não são descartáveis. Mas, também não levadas a sério ou até mesmo previsíveis entre os nomes de Colbert Martins, Zé Neto, Targino Machado, Carlos Geilson e a desconhecida deputada federal Dayane Pimentel.

Não acreditem naqueles que dizem que o ronaldismo acabou. O que pode acontecer é o início do declínio se o grupo perder as eleições.

Carlos Lima

 

 

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