Carlos Lima
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Sergio Jones
Sérgio Jones | Publicado em 24/12/2019 às 10:10:14

Ipea: 51,8% dos mais pobres não tiveram ou perderam rendimentos em 2019/ Por Sérgio Jones*

Ipea: 51,8% dos mais pobres não tiveram ou perderam rendimentos em 2019/ Por Sérgio Jones* OS MAIS POBRES PERDERAM EM 2019

O que todo brasileiro de bom senso já sabe, embora alguns relutem e admitir, estudos recentes realizados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) demonstram, de forma transparente, que a faixa de renda dos brasileiros mais pobres foi a mais prejudicada, sendo a única a perder renda no desgoverno do Bolsonaro. Dados levantados pela pesquisa demonstram que 51,8% dos mais pobres não tiveram ou perderam rendimentos nos primeiros três trimestres do ano.

Os dados do Ipea são cruzados com a base da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (Pnad) Contínua, do IBGE. Nos dois últimos trimestres, houve registro de queda nos rendimentos entre os mais pobres, de 1,43% e 0,34%, respectivamente. Neste ano, a queda somada é de 1,67%.

A estagnação econômica nesse, chama a atenção para um fato bastante curioso, do outro lado da sociedade. Esta se divide em seis faixas, a classe média da faixa quatro, que possui renda entre R$ 4,1 mil e R$ 8,2 mil por domicílio, teve alta de 13,1% nos nove primeiros meses do ano.

Enquanto nas demais faixas de classe houve melhora no rendimento. A faixa cinco, de quem possui renda entre R$ 8,2 mil e R$ 16,4 mil, teve aumento de 7,8% nos três trimestres. Segundo a pesquisa, entre julho e setembro a renda domiciliar do trabalho da faixa de renda alta era 30,5 vezes maior que a da faixa de renda muito baixa, que reúne quase 30% (29,6%) dos domicílios brasileiros – com renda mensal de até R$ 1.643,78.

A substancial perda dos mais pobres é atribuída pela pesquisadora do Ipea, Maria Andreia Parente Lameiras, durante entrevista concedida ao Portal UOL, que está ocorreu porque houve ganhos nominais abaixo das outras. “Quando você olha outro dado, da inflação por faixa, vê que é entre os mais pobres que foi ela maior em 2019.

Além de reajustes menores, a inflação acabou corroendo mais o salário porque houve muitos aumentos de preços no alimento, na energia, coisas que são mais pesadas para os mais pobres”. Prevalece nesse caso o velho adágio popular: A corda arrebenta sempre para o lado do mais fraco.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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