Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 23/02/2018 às 15:33:14

Lava Jato volta a controlar agenda política

Lava Jato volta a controlar agenda política Todo mundo envolvido

Enquanto o Brasil segue sendo devastado pela política golpista de Michel Temer, a Lava Jato curitibana distrai a opinião pública com a sua interminável novela sobre triplexs, sítios e pedalinhos.

Com isso, a Lava Jato ajuda a sustentar, naturalmente, o governo Temer.

Lava Jato e Globo desenvolveram uma técnica muito mais eficiente em apoiar o governo do que simplesmente falar bem dele: basta caçar e paralisar aqueles que poderiam oferecer alguma ameaça política, ou que poderiam organizar ações políticas desagradáveis; ou seja, basta destruir a oposição.

A Lava Jato continua bebendo sua força dos grandes meios de comunicação, dos “prêmios” e jantares de organizações vinculadas ao imperialismo, e do corporativismo do próprio sistema de justiça.

É assim que operações que não tem nada a ver com a Petrobras, no Rio ou em qualquer outro estado, são apresentadas como um “desdobramento” da Lava Jato, ou mesmo como operações da própria, de maneira que a Lava Jato parece ter se tornado um poder à parte do sistema tradicional de justiça.

Um exemplo é a prisão de hoje do presidente da Fecomércio-RJ e eterno diretor do Senac-RJ, Orlando Diniz, e de outros diretores do Senac, por agentes da PF e do Ministério Público Federal, nesta sexta-feira.

A manchete do Globo é: Lava Jato prende presidente da Fecomércio.

Os outros três funcionários ligados às entidades são Marcelo Salles, diretor-geral do Senac-RJ e Sesc-RJ; Plínio José Freitas, do corpo técnico do Senac-RJ, e Marcelo Fernando Novaes Moreira.

Há um detalhe picante, no entanto, na história: os presos eram os diretores do Senac-RJ quando Merval Pereira, o principal porta-voz político da Globo, foi contratado a peso de ouro para dar palestras sobre o… impeachment de Dilma Rousseff.

Segundo reportagem recente do Intercept, o Senac-RJ torrou cerca de R$ 9 milhões em contratos de patrocínio, em 2016, que envolviam empresas como a InfoGlobo e a Fundação Roberto Marinho.

Miguel do Rosário

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