Carlos Lima
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Feira
Carlos Lima | Publicado em 11/05/2019 às 10:45:45

Feira de Santana um poder dividido

Feira de Santana um poder dividido Dona Flor e seus dois maridos

Em nota veiculada no Blog Bahia Notícias, nos surpreendemos com a seguinte título:

“Colbert Martins cuida do governo e José Ronaldo da política”

Essa constatação nos remete ao entendimento que a cidade de Feira de Santana vem sendo gestada por dois alcaides, um de direito e outro de fato.

O que significa dizer que um assina e o outro determina os destinos do município.

A nota publicada tem o teor ambíguo ao fazer tal citação: “aos poucos o prefeito Colbert Martins (MDB) vem definindo quem cuida do Governo Municipal. Ele tem tratado da administração e o ex-prefeito da política. A sintonia vai ser fundamental para a pavimentação da candidatura à reeleição do atual prefeito.”

Não se pode definir tal situação como um ato de “sintonia” o que se evidencia é a existência de uma duplicidade de poder na esfera do Executivo.

Um município do porte de Feira de Santana não pode, não deve conviver com este tipo de promiscuidade política, onde os interesses deles prevaleçam sobre os reais e legítimos direitos dos seus munícipes.

Essa situação atípica na política local é resultado do esfacelamento da oposição, onde suas principais lideranças foram cooptados, pelo ex-prefeito ao longo de duas décadas.

Vale destacar que a articulação política desenvolvida pelo ex-prefeito neutralizou praticamente toda a oposição, criando em torno de si a concentração de poder.

O desmonte da maioria oposicionista é um fato inconteste e o que restou não é uma forte ameaça ao seu plano de poder.

Nesse cenário observa-se que na resistência hercúlea, restou apenas, o PT, praticamente enfraquecido pela desconstrução nacional durante a campanha de 2018, o PC do B, a muito que não elege se quer um vereador; PSOL que não consegue aglutinar eleitores em torno de seus ideais e o PSTU, considerado com ideias radicais para o eleitorado relativamente conservado.

Em síntese: oposição em Feira, no momento, é uma peça ficcional no campo político.

cljornal

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