Vereador feirense se apropria de recursos do Bolsa família por sete anos/por Carlos Lima

O espelho da lisura comportamental dos integrantes do Poder Legislativo feirense, acaba de refletir a verdadeira imagem desonesta, através do Ministério Público Federal e da sentença proferida pelo juiz Marcel Perez, da 3ª Vara da Justiça Federal de Feira de Santana, referente a prática do vereador Gilmar Amorim Oliveira (SDC), pelo recebimento indevido do Bolsa Família no período de dezembro de 2009 a setembro de 2016.

O MPF denunciou a apropriação indébita de valores do Bolsa Família após a prestação de contas eleitoral de Gilmar Amorim que foi candidato e eleito vereador.

Na prestação de contas, ele que recebia valores do programa Bolsa Família, declarou ter doado a sua campanha o valor de R$1.500,00.

Constando ainda na declaração feita à Justiça Eleitoral, datada de 25 de março de 2016, que possuía um rendimento mensal, como vendedor autônomo, de R$ 2.000,00 e que possuía R$ 5.000,00 em mãos.

Os rendimentos da família Amorim estavam fora de qualquer possibilidade de ser contemplada pelo Programa. Ele e a esposa eram empregados e seus rendimentos, comprovados, os excluíam desse benefício.

Essa é uma das verdadeiras faces do Legislativo feirense que trabalha contra o povo e defende a qualquer custo seus próprios interesses, na maioria das vezes de forma arbitrária e ilegal.

O vereador foi condenado a ressarcir os cofres públicos com correções monetárias, perder os direitos políticos e, como não possui antecedentes criminais, poderá responder em liberdade. Uma sentença branda, mas dentro do que permite o código penal.

Ao ser questionado sobre sua conduta, alegou não ter agido de má-fé, faltando com a verdade ao afirmar, que preenchia os requisitos para receber o benefício, e que o mesmo foi cancelado antes de ser empossado no cargo eletivo.

Mesmo podendo recorrer do veredito, não deverá ter sucesso diante das consistentes provas documentais  elencadas  pelo Ministério Público.

O feirense tem vergonha de sua representatividade na Câmara Municipal. Até agora o legislativo feirense não teve uma representação tão incompetente e inundada de tantas denúncias e escândalos, como essa legislatura.

As eleições se aproximam, não podemos acreditar que o eleitor não tenha adquirido consciência política suficiente, para renovar os membros dessa Casa que tanta decepção e vergonha têm causado aos representados.

Se a reeleição do edil era considerada incerta, a partir de agora se tornará impossível, diante do seu envolvimento nesse escândalo financeiro.

Carlos Lima

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