Carlos Lima
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Carlos Lima | Publicado em 13/04/2018 às 15:37:30

Mulher de coronel pagou em dinheiro vivo obra de filha de Temer

Mulher de coronel pagou em dinheiro vivo obra de filha de Temer ELE é guloso, comeu demais

A arquiteta Maria Rita Fratezi, esposa do coronel João Baptista Lima Filho, amigo pessoal de Michel Temer preso na Operação Skala, pagou em dinheiro vivo despesas de reformas feitas na casa de uma das filhas do presidente da República, a psicóloga Maristela Temer.

As obras no imóvel de Maristela Temer são alvo de investigação no âmbito da Operação Skala, que apura a existência de um esquema de corrupção para beneficiar empresas do setor portuário.

O esquema consiste no pagamento de propina em troca de renovação de contratos de concessões públicas.

A Polícia Federal suspeita que as obras no imóvel de Maristela Temer, localizado em Pinheiros, bairro nobre de São Paulo, tenham sido bancadas com propina da JBS, uma vez que o coronel Lima é considerado suspeito de operar propinas para Temer provenientes da JBS e de empresas do setor portuário.

Uma reportagem do jornal Folha de S. Paulo teve acesso a um recibo referente a uma das prestações pagas à empresa Ibiza Acabamentos, uma das responsáveis pela entrega do material para a obra.

O recibo foi emitido em 30 de março de 2015, no valor de R$ 12.480, em nome de Maristela Temer.

Segundo Piero Cosulich, dono da Ibiza Acabamentos, era Maria Rita Fratezi quem levava, pessoalmente, o dinheiro para a loja. “Foi Maria Rita Fratezi quem fez os pagamentos, em espécie, em parcelas.

Os pagamentos foram feitos dentro da loja. Ela [Maria Rita] vinha fazer o pagamento. Se estava dentro de um envelope, dentro de uma bolsa, não sei te confirmar”, disse Cosulich à Folha.

Deflagrada em 29 de março, a Operação Skala resultou na prisão do coronel Lima. Ele passou três dias presos. Fratezi não foi presa, mas foi convocada a depor. Tanto ela quanto seu marido optaram por ficar em silêncio no dia do depoimento.

O coronel Lima foi citado na delação de Florisvaldo Oliveira, ex-funcionário da JBS. Oliveira afirmou ter levado R$ 1 milhão à sede de uma das empresas do coronel, a Argeplan.

Segundo Oliveira, o dinheiro foi entregue no dia 2 de setembro de 2014, e seria parte de um total de R$ 15 milhões em doações de campanha acertados com Temer.

No entanto, segundo outro delator, o ex-diretor de Relações Institucionais da JBS, Ricardo Saud, em vez de usar a verba para fins eleitorais, Temer ficou com o dinheiro.

Os investigadores consideram relevante o fato de que o pagamento das obras no imóvel de Maristela Temer tenha ocorrido em período próximo e subsequente à suposta entrega de propina da JBS ao coronel.

Além disso, a PF calcula que as obras no imóvel de Maristela tenham custado em torno de R$ 1 milhão, valor que coincide com parcela de propina recebida pelo coronel em setembro.

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