Carlos Lima
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Nacional
Carlos Lima | Publicado em 14/12/2017 às 14:44:21

Maia: Reforma da Previdência será votada em 2018

Maia: Reforma da Previdência será votada em 2018 Rodrigo Maia anuncia adiamento para fevereiro da votação da reforma da Previdência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), informou nesta quinta-feira (14) que a discussão e a votação da reforma da Previdência no plenário da Câmara ficou para fevereiro.

A previsão de Rodrigo Maia é fazer a discussão da proposta no dia 5 e a votação no dia 19 de fevereiro.

O anúncio de que a votação ficaria para fevereiro já tinha sido feitonesta quarta-feira (13) pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá. A antecipação do anúncio pelo senador provocou “constrangimento”, nas palavras do deputado Carlos Marun (PMDB-MS), futuro ministro da Secretaria de Governo, pasta responsável pela articulação política. Horas depois da fala de Jucá, o Palácio do Planalto e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, chegaram a contestar a informação.

“Eu falei aqui há alguns dias: quando marcarmos uma data, teremos os votos. Nós teremos os 308 votos. A base não tem os votos hoje. O que precisamos daqui até fevereiro é trabalhar os votos”, afirmou o presidente da Câmara.

Por se tratar de uma proposta de emenda constitucional (PEC), a reforma da Previdência necessita para ser aprovada dos votos favoráveis de três quintos dos 513 deputados (308) em dois turnos de votação.

Segundo Maia, no dia 19 de fevereiro, o governo já terá conseguido ultrapassar o mínimo de votos necessários. “Eu tenho convicção de que, quando essa votação começar, no dia 19, nós teremos 320, 330 votos”, declarou.

Para o presidente da Câmara, “a questão de votar, neste momento já não é mais uma questão se é melhor votar antes ou depois da eleição. O importante é que esse tema está inviabilizando o Brasil”.

Ele afirmou que as novas regras para a aposentadoria a serem votadas são as que constam da nova versão do relatório do deputado Arthur Maia (PPS-BA), que já é conhecida, mas será lida oficialmente nesta quinta no plenário da Câmara. “99% do que, certamente, vai ser aprovado está no texto que será apresentado hoje pelo deputado Arthur Maia”, disse Rodrigo Maia.

Segundo Maia, se não houver a votação no início do ano, a reforma da Previdência permanecerá como um tema de debate durante a campanha eleitoral do ano que vem.

“Esse é um tema que sairá da pauta quando nós tivermos um sistema mais justo, mais equilibrado. Não adianta alguém imaginar que sem votar a Previdência em fevereiro, março ou abril, nós teremos condições de tirar esse assunto do processo eleitoral. A sociedade vai querer saber a posição de cada um.”

“Eu tenho certeza que, mesmo sendo um ano eleitoral, com esses ajustes feitos e com a possibilidade que o governo possa continuar com uma campanha esclarecendo a sociedade (…), temos um texto que organiza esse desequilíbrio”, disse. “Estou explicando por que, desta vez, em ano eleitoral, dá para votar”, afirmou.

Bovespa

Aprincipal índice da bolsa paulista ampliou a queda nesta quinta-feira (14) após o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), anunciar que a votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro de 2018.

Às 14h22, o Ibovespa caía 0,74%, a 72.372 pontos. Na véspera, Ibovespa caiu 1,22%, a 72.914 pontos.

A queda, no entanto, não é acentuada, pois o adiamento da votação já era esperado pelo mernado. “Apesar deste pontapé inicial (a leitura da proposta), está claro que a votação da reforma ficará para o ano que vem, embora isto não tenha sido confirmado, ainda, pelo Planalto”, escreveram analistas da corretora Guide Investimentos, mais cedo.

Bernardo Caram, Alessandra Modzeleski e Fernanda Calgaro, G1

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