Carlos Lima
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Polícia
Carlos Lima | Publicado em 17/08/2017 às 13:45:54

Cinquenta pessoas são detidas em PE suspeitos de 22 assassinatos

Cinquenta pessoas são detidas em PE suspeitos de 22 assassinatos Operação da Polícia Civil foi deflagrada em Timbaúba e em outras cidades da Zona da Mata de Pernambuco (Foto: Reprodução/ TV Globo)

Cinquenta pessoas foram detidas, na manhã desta quinta-feira (17), durante a ‘Operação Novo Tempo’, deflagrada na Zona da Mata de Pernambuco. Os 44 adultos e seis adolescentes são suspeitos de integrar três quadrilhas rivais, que atuavam na região e no Recife. Por causa da disputa territorial e da guerra por tráfico de drogas entre essas organizações, 22 homicídios foram contabilizados até agora, segundo o chefe da Polícia Civil, Joselito do Amaral.

No fim da manhã desta quinta, Amaral gravou um vídeo sobre a ação policial. O chefe da Polícia Civil ressaltou o êxito da polícia. “Consideramos a Novo Tempo a maior operação de repressão qualificada entre as 30 que foram deflagradas este ano”, declarou.

De todos os mandados expedidos pela Justiça, dois deixaram de ser cumpridos. São dois menores de idade, que estão foragidos.

De acordo com Amaral, as organizações atuavam em várias cidades. Além do Recife, estão na relação de territórios dos grupos: Timbaúba, Nazaré da Mata, Carpina, Goiana e Vitória de Santo Antão.

Além de envolvimento com tráfico e homicídios provocados pela guerra territorial, as quadrilhas atuavam na venda ilegal de armas de fogo e roubos. A ação foi desencadeada depois de oito meses de investigação.

Durante os trabalho, que envolveram 120 policiais, foram apreeendidos veículos, drogas e armas.

“Apreendemos 21 armas de grosso calibre, entre rifles, escopetas, pistolas ponto 40 e revólveres, bem como munição”, enumera o chefe da Polícia Civil.

Os agentes e delgados também tiraram de circulação 11 motos. “Apreendemos também 25 quilos de maconha, meio quilo de crack, meio quilo de cocaína e R$ 5.500 em dinheiro”, observou.

Para Amaral, o número de assassinatos atribuídos aos grupos pode ser ainda maior. “Com a delação premiada, poderemos elucidar mais casos”, comentou.

 

G1

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