A tolerância

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Um dos mais belos presentes que o Papa Francisco deixou não só para os brasileiros como para o mundo foi o de tolerância. Que exemplo bonito. O pontífice tolerou tudo e não reclamou de nada. Viu todo mundo que estava lá como se fossem seus irmãos e não criticou nada, a ninguém. Parabéns.

Em Copacabana tinha banhistas e crentes e todo mundo se entendeu.

Eu tenho a impressão que os movimentos religiosos do futuro serão um pouco mais tolerantes dos que os de agora. Aceitarão bem mais as opiniões alheias sem esta arrogância de hoje, pois, no fundo, ninguém sabe “a verdade” e nós, no fundo, também, continuamos a ser os ignorantes que sempre fomos, com as nossas “opiniões” de sempre, mas o mundo mudou.

Hoje já se vêem católicos aceitando mais as verdades espíritas e até as muçulmanas sem se importar muitos com isto, protestantes aceitando mais as imagens dos católicos sem se importar muito com isto e isto é bom.

Eu, sempre levei comigo esta mania de misturar as coisas e me sinto bem em ver este movimento capitaneado por um pontífice mais tolerante, mais amoroso e menos restritivo não ao acolhimento, mas em deixar mais para lá as verdades alheias, já que muitas têm origens muito misturadas, o que é, aliás, o comportamento típico de grande parte dos brasileiros, a multi-religiosidade.

Se o cidadão quer ser muçulmano, que vá ser, se quer ser espírita, que vá ser, se quer ser protestante, tudo bem, cada um na sua e pronto.

Já se vêem grupos não se importarem tanto com os movimentos gays, que são também filhos de Deus, tem lá os seus problemas.

Existe uma certa fatia de nossa sociedade que precisa ser um pouco mais comedida. Policiais, usem menos as vossas armas e mais suas cabeças e por outro lado, bandidos, matem menos seus clientes, que somos nós. Afinal, para que matar? Me dá esta grana aí, o meu! Matar para quê? O Brasil anda é perdendo dinheiro por causa desta mania de matar turista. Matar para quê?

O Estado da Bahia e principalmente a Baia de Todos os Santos, tem um potencial turístico enorme, que só não é aproveitado mais em parte por causa desta violência idiota e insana que viceja na nossa sociedade.

Tolerem mais as causas ditas negras, africanas, por que, no fundo, eles têm uma ascendência sofrida, que só é real para eles, tolerem mais os índios, que já estavam aqui quando os portugueses chegaram por aqui. Tolerem mais os nossos irmãos cadeirantes, os doentes do corpo, que têem uma existência muito sofrida. Tolerem mais os viciados, por que eles, no fundo, são pessoas que só querem um pouco mais de compreensão. Ninguém é infeliz à toa. Tolerem mais os nossos irmãos, digamos, menos inteligentes que nós, que não têm a nossa clarividência. Não pise naquele que está embaixo.

Ajude mais o seu irmão que está na rua, dê a ele um bom cobertor, um agasalho, um café e faça mais uma amizade. Tolerem mais os animais.

Pois é! A tolerância é um grande balsamo que fará um Brasil mais calmo amanhã e é como canja de galinha, só nos faz bem, só não faz bem para as galinhas e parabéns para o Papa Francisco, que já deixou para nós um grande legado, o de fé e tolerância à causa do próximo, este intolerado.

Feira de Santana, Carlos Pereira de Novaes. Professor da UEFS.

Fonte: Professor Carlos Novaes

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