A demagogia está no ar: Legisladores feirenses de olho em suas reeleições/ Por Sérgio Jones

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Vereadores Iaias de Diogo e José Carneiro (SE COMPLETAM)

O desespero bate à porta da Câmara Municipal de Feira de Santana, com a aproximação das eleições. Sem nada para apresentar em termos de trabalho em pró da sociedade, a não ser a distribuição de títulos e comendas para um grupo de figuras de pouca ou nenhuma expressão social. Parte desses políticos parasitas estão temerosos quanto ao seu improvável retorno ao legislativo.

Só agora, com exceção da diminuta oposição, é que o prefeito de direito e não de fato Colbert Martins, que conta com uma bancada de 19 vereadores dos 21 existentes, começa a sofrer pressão do chamado fogo amigo.

Surfando na onda das críticas dos vereadores oposicionistas Alberto Nery (PT) e Roberto Tourinho (PSB). O vereador Isaías de Diogo (MDB), que é da base do governo, fez um discurso duro, chegando a propor uma CPI para apurar possíveis irregularidades no sistema do deficiente transporte coletivo na cidade.

Deficiência que começou a cerca de 20 anos atrás. Tendo o seu registo no início do desgoverno do cacique político e Imperador da Caatinga, José Ronaldo de Carvalho. Que continua encastelado no poder e usa dos mais diversos recursos para não largar a rapadura.

Não demorou muito para que o bloco dos descontentes começasse a ganhar novos partidários da causa. Fazendo coro com o colega o presidente do legislativo José Carneiro (PSDB), não perdeu tempo partiu para o ataque.

Ameaçou apresentar um requerimento pedindo informações sobre o recolhimento por parte da Prefeitura dos valores da outorga das empresas Rosa e São João, ambas denunciadas na Casa por não pagarem.

Tal qual o deus Jano, possuidor de duas faces, uma olhando para frente e outra para trás. Carneiro quer mostrar serviço em ano eleitoral.

Ele teve basicamente quatro longos anos para agir, o que não fez, e durante todo esse tempo se manteve convenientemente quieto e cordato, com todo tipo de desmandos praticados pelo executivo, contra os interesses do povo.

Em especial no tocante aos péssimos serviços prestados pelo sistema de transporte coletivo no município.

O requerimento deve ser lido hoje com mais um ingrediente. José Carneiro, paladino de última hora dos direitos inalienáveis do povo, quer saber se as empresas devem impostos à Prefeitura.

Há suspeita, entre muitas outras, de que o recolhimento do ISS não está em dia. Agindo dessa forma, ao que parece, Carneiro busca ganhar alguma visibilidade momentânea, visibilidade essa que não obteve ao longo de todo o seu deficiente e patético mandato.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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