A história se repete: democracia burguesa privilegia poucos em detrimentos de muitos/ Sérgio Jones

A dança das cadeiras para ver quem é quem no próximo pleito eleitoral, que se avizinha, é frenética no tocante a escalação dos candidatos para comporem as chapas na condição de vice. Embora o emedebista prefeito de direito e não de fato, Colbert Martins, se encontre frente ao governo municipal, quem decide as alianças para compor a chapa é o ex-prefeito, imperador da Caatinga, José Ronaldo.

O prefeito atual tem um papel limitado e decorativo frente às medidas a serem adotadas no município. Tanto é que a imprensa local ao procurar saber quem vai compor o papel de vice de Colbert não procurou ouvir o mandatário de plantão, mas ao Zé.

Este, diante de sua postura de liderança caudilhesca fez a seguinte observação: o grupo tem três nomes, o Zé Chico, Fernando de Fabinho e Justiniano França, todos democratas.

Em seguida afirmou, com todas as letras, serem todos eles de sua inteira confiança, leia-se nas entrelinhas, subservientes cordeiros prontos para atender os desígnios e ditames do que se pretende ser o eterno mandatário do município que não quer largar o osso, ou seria o filé? Pelo menos enquanto permanecer vivo.

Mas pelo desenho do arcabouço político que se apresenta até o momento, esse começa a desenhar inquietantes contornos quanto a definição de quem a eleição não será decidida, no primeiro turno.

O que tem provocado um intenso frenesi e possíveis acertos entre os candidatos, dos mais variados matizes políticos, que já estão se articulando para promover os ajustes que consideram necessários, de olho nessa possibilidade.

Existe todo tipo de aliança e o balcão de negociações já está montado para que suas excelências fatiem o poder entre eles. Enquanto o povo continua alheio a todas as artimanhas e acertos de última hora.

Este só terá o papel de referendar quais os futuros eleitos terão o legítimo direito de se locupletar promovendo o saque do erário. No dia das eleições os eleitores serão assediados e mimados pelos seus futuros algozes e seus cabos eleitorais na captura de votos.

Passando este momento comemorado e pomposamente denominado como democrático. Tudo volta a ser como antes: poderes, privilégios e direitos para poucos, obrigações, deveres e abandono para muitos.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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