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A história sempre foi e será um sinal de alerta

Lembrando a Ordem dos Francos Juízes

Um olhar para a verdade

É uma realidade inconteste que estamos vivendo tempos difíceis, tumultuados socialmente e politicamente em nosso país.

Existe atualmente uma total inversão de valores, além das ações dos poderosos que se sentem ameaçados no seu status quo, diante do governo atual e não medem esforços ou consequências para destruí-lo.

Aproveita-se de determinados erros políticos e administrativos do governo petista e planejam tomar de assalto a governabilidade do país que passou a pouco tempo por um regime de força e exceção.

Esse grupo derrotado nas últimas eleições, prepotente, envolvido nas próprias denuncias formuladas e apoiadas pela grande mídia, procura eliminar todos aqueles que, por atos e palavras, segundo o julgamento deles, possam transmitir a verdade. Verdade essa que ameaça seus projetos de assumir o poder, mesmo que para isso destruam a própria nação.

Mas, lembro-me que a História tem registrado vários acontecimentos semelhantes, – dando as devidas proporções -, nas mais diversas épocas do processo evolutivo do ser humano.

Se não me falha a memória e a minha curiosidade histórica, na época dos templários vivemos uma situação semelhante.

Os fortes e prepotentes potentados, aqui representados genericamente pelo Rei da França, Felipe, o “Belo”, e pelo Papa Clemente V, que por ambição saquearam e destruíram a Ordem do Templo, assassinando, entre muitos, seu ultimo Grão-Mestre, Jacques Moley.

E em consequência dessa ação, na Alemanha, em Westfalia, nos séculos XV e XVI, foi fundada a organização secreta Ordem dos Francos Juízes, com o objetivo precípuo de combater a força bruta, dos senhores feudal que, não só não respeitavam a necessidade da produtividade da terra, como também não os respeitavam os mais simples princípios de Justiça.

A única Lei que consideravam era a lei de sua própria vontade. Uma mera coincidência com fatos atuais.

E, quem assim procede só conhece o direito da força, ignorando a Força do Direito.

A Ordem dos Francos Juízes

 comenta-se que foi uma criação de Carlos Magno, a OFJ era um Tribunal Secreto de ação imediata, era imparcial, mais rápido e mais eficiente do que a Justiça Oficial.

Os seus membros eram invisíveis, funcionando em qualquer localidade e a qualquer hora, sempre que houvesse um abuso a coibir, um crime hediondo a punir, se cometido por personalidade cujo nível social a tornasse impune pela Justiça Oficial.

Dessa forma à Organização Secreta “Ordem dos Francos Juízes” foi impedindo que os ricos, poderosos e autoridades indignas continuassem com seus excessos e atrocidades.

Essa Organização foi, entre as muitas semelhantes que existiram, a que exerceu ação mais decisiva de proteção e defesa dos oprimidos e no castigo dos opressores.

O iniciado na Ordem passava por rigorosa seleção, secretamente era observado durante um longo período.

Sua vida íntima era virada ao avesso. Indivíduos de conduta não recomendável, desonestos, maus maridos, desordeiros, viciados e desrespeitadores, não eram só rejeitados como assavam a ser vigiados como possíveis réus em futuro julgamento.

Quando alguns dos integrantes da Ordem não executavam uma sentença, eram também executados, mas, havia casos em que era concedida defesa.

Ele era convocado por três vezes. Ido ao local do julgamento, a ele era assegurado todo o direito de defesa, sendo inocentado, era liberado.

No caso dele não atender ao três chamados, era sumariamente considerado réu confesso e, em tal caso, que o Grande Arquiteto do Universo, se compadecesse de sua alma.

Era quase impossível escapar, por mais tempo que levasse ou por mais longe que se escondesse. Os juízes e mandatários secretos o seguiriam disfarçadamente até que chegasse a desejada ocasião para o cumprimento da sentença lavrada.

Os Francos Juízes, como se conclui, impunham respeito na defesa dos oprimidos e também da Justiça Oficial. Muitos dizem que também impuseram o terror. Acredito, prestaram relevantes serviços à humanidade no período da Idade Média.

Essa organização entrou em declínio por não haver mais crimes hediondos a punir ou pela promulgação de Leis sábias ou pelos abusos que também cometeu, proporcionando merecida repressão.

Da Ordem dos Francos Juízes, a Maçonaria terminou herdando a Lenda da Pena de Morte que até nos dias atuais aqueles que desconhecem a filosofia Maçônica ainda lhe atribui.

Quando do sumiço definitivo da Ordem dos Francos Juízes, a história registrou que existiu fusão de grupos da mesma com outras entidades consideradas secretas, na época, e entre elas a Maçonaria.

Existe vestígio dessa incorporação no Kadosh, principalmente no Grau 30, que tem por base a tradição Templária, bem como seus objetivos.

Logo de início deparamo-nos, no Grau 30, com um manejo ameaçador de um punhal com a exclamação “N…A…” – “vingança senhor”.

Quando se procede o toque, um diz “N…B…” – “vingança dos traídores”. O outro responde “Phar… Sch…” – “Está tudo explicado”. Etc…etc… etc…

Convém sabermos de que no Grau 30 há os cargos entre os muitos existentes, de 1º e 2 º Juízes.

Pois bem, vamos encerrar por aqui, as interpretações e interpelações até que podem ser feitas, mas, será que a história pode se repetir nas condições atuais?

Não ao pé da letra, deve-se levar em contra o processo evolutivo da própria humanidade.

Carlos Lima

 

 

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