Abutres políticos buscam ganhos financeiros enquanto brasileiros morrem nos hospitais por falta de oxigênio/ Por Sérgio Jones

Verdadeiros abutres

Abutres políticos se refestelam em uma luta encarniçada para aumentar os seus generosos rendimentos, enquanto vítimas do Covid-19 agonizam e morrem nos hospitais por falta de oxigênio.

De acordo com notícias que circulam na mídia nacional, na semana do Natal, a Câmara de Vereadores da capital do Amazonas se reuniu em sessão extraordinária no dia 21 para aprovar dois projetos que aumentaram os salários de toda a caterva de políticos locais beneficiando vereadores, prefeito, vice-prefeito, secretários e subsecretários.

A partir de 1º de janeiro de 2022, o salário do prefeito de Manaus subirá de R$ 18 mil para R$ 27 mil, e o dos vereadores, de R$ 15 mil para R$ 18,9 mil. A Câmara de Vereadores de São Paulo seguiu os colegas de Manaus e dias depois, em 23 de dezembro, aprovou em segundo turno um aumento médio de 46,6% para os salários do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), do vice e dos secretários da capital.

A promulgação da lei foi publicada no dia 24, com o reajuste no salário de Covas de R$ 24.175,55 para R$ 35.462,00, também a partir de 2022.

Por determinação governamental estes seres abjetos que permeiam o submundo da política no Brasil, estão proibidos de reajustes para servidores até o fim deste ano, entretanto, municípios e Estados adotaram o famoso jeitinho brasileiro para burlar, de forma criminosa, as regras que proíbem o aumento ao funcionalismo.

O quadro é deplorável, cerca de duas capitais que já decretaram aumentos para 2022, pelo menos sete Estados deram reajustes ou abriram caminho para aumentos ao funcionalismo neste ano, apesar da restrição legal.

A Lei Complementar 173, que garantiu socorro aos Estados e municípios durante a pandemia, congelou salários de servidores federais, estaduais e municipais e vetou aumento de gastos de pessoal até dezembro de 2021.

O mais condenável são os argumentos utilizados por esses parasitas para justificarem os seus assaltos constantes, praticados de forma despudorada, contra os cofres públicos. As alegações são as mais variadas e cínicas, vão desde o fato de que o teto do funcionalismo não é corrigido desde 2012. E que a defasagem favorece a evasão de profissionais de carreiras.

O que se caracteriza como uma inverdade. Por mais que sejam qualificados esses servidores, ao deixarem o cargo público jamais encontrarão no setor privado salários tão generosos. Mesmo se admitindo a existência da defasagem, por vários anos, tal situação jamais provocara evasão desses “competentes” profissionais. Não podemos e nem devemos esquecer que a ganância é quase sempre alimentada por mentiras e corrupção.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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