Nomeação da Capes representa “retrocesso histórico para ciência”, dizem associações

CLÁUDIA TOLEDO NOMEADA PRESIDENTE DA CAPEa

Associações acadêmicas brasileiras reagiram, nesta segunda-feira (19), à nomeação de Cláudia Queda de Toledo para a presidência da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

Toledo foi nomeada na última quinta-feira (15), depois da demissão de Benedito Guimarães Neto.

“A indicação recente e inesperada, não pactuada com a comunidade científica, da Dra. Cláudia Mansani Queda de Toledo representa retrocesso histórico para a ciência brasileira”, diz nota divulgada pelas associações que expressa preocupação em relação à indicação.

“Pelo seu papel e História, é esperado que a instituição seja presidida por pesquisadores respaldados nos meios científico e acadêmico pela sua reputação científica e profundo conhecimento do sistema nacional de pós-graduação”, diz a nota.

O texto ressalta que este não parece ser o caso da nova presidenta da Capes.

Recentemente, foi divulgado na imprensa que trechos da enciclopédia virtual Wikipédia e de trabalhos de autores acadêmicos foram identificados sem crédito em sua dissertação de mestrado.

Os indícios de plágio estão no trabalho defendido por ela na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e tem o título O ensino jurídico no Brasil e o Estado Democrático de Direito: análise crítica do ensino do Direito Penal.

“O currículo acadêmico (como pode ser visto pelo seu Lattes) da Dra. Cláudia Mansani Queda de Toledo não contempla os requisitos esperados para um ocupante ao cargo de presidente da Capes”, explica o posicionamento.

Nessas condições, as associações dizem que a demissão de Neto e a nomeação de Cláudia trazem profunda indignação e  preocupação a toda a comunidade de pesquisadores.

Por fim, as associações pedem que o Ministério da Educação (MEC) reconsidere a nomeação e nomeie para presidente da Capes um ou uma profissional de elevada e ilibada reputação, compatível com os requisitos necessários ao cargo.

Assinaram a nota a Associação Brasileira de Economia Industrial e Inovação (ABEIN), Associação Brasileira de Estudos em Energia (AB3E), Associação Brasileira de Pesquisadores em História Econômica (ABPHE), Associação Keynesiana Brasileira (AKB) e Sociedade de Economia Política (SEP).

Edição: Leandro Melito

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