Pandemia: os ricos estão certos e são mimados, os pobres são perigosos, ignorantes e pode ser imolados/por Carlos Lima

TRABALHADORES SÃO COMO LUVAS DESCARTÁVEIS

A realidade é de que cada pessoa, mergulhada em si mesma, comporta-se como se fora estranha ao destino de todas outras.

Seus filhos e seus amigos constituem para ela a totalidade da espécie humana.

No atual momento, as camadas mais frágeis da sociedade estão expostas a diversas violências, no entanto, não fica evidente a preocupação dos grupos privilegiados, o que não é novidade, principalmente em nosso país em que os 5% mais ricos ficam com 50% da renda nacional.

Observemos como  o trabalhador é responsabilizado pela disseminação da pandemia, sendo o bode expiatório, algo altamente utilizado em momentos de crises econômicas, conflitos e tensões sociais nos mais diversos períodos históricos.

Não são tratados com humanidade nessas crises. São cada vez mais explorados pela classe empresarial, que possuem os mais eficientes meios de proteção.

Os trabalhadores podem ser sacrificados em benefício do lucro. Morrendo, podem ser facilmente substituídos.

O exército reserva de pobres e desempregados é incalculável.

Na desculpa de que a economia não pode ser momentaneamente sacrificada para salvar vidas, o crescimento econômico e a ganância da maioria dos ricos insensatos, é intocável, como dizia um antigo político, imexível.

O setor mais pobre da população pode ser imolada para aumentar as fortunas.

Nesses períodos, muitas práticas foram usadas para combater a proliferação da doença, no entanto, em determinado momento, “o fator ideológico”, foi considerado sujeito responsável – o que ilumina o desejo humano de poder individual, político e ditatorial sobre seu semelhante, os  isenta da intensificação da calamidade.

Curiosamente, os mesmos que criminalizam os trabalhadores que estão nas ruas – que somente no Brasil atingem a marca de 39,6% da população ocupada – continuam usando os serviços e a mão de obra de todo um corpo social negligenciado e exposto a miserabilidade que lhes são impostas pela necessidade de sobrevivência.

A falta de empatia é uma marca desse período, mas também do capitalismo que prega a proteção de suas riquezas a qualquer custo.

Os ricos são mimados e se acham responsáveis, enquanto os pobres e trabalhadores são irresponsáveis,  perigosos e ignorantes.

Conclusão. São descartáveis.

Carlos Lima

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