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Primeiro-ministro de Israel debocha de negacionistas; Bolsonaro silencia

Benjamin Netanyahu debocha de negacionistas

Em termos proporcionais, Israel é o país mais avançado na vacinação contra a Covid-19 no mundo. Cerca de 91% da população já recebeu pelo menos uma dose do imunizante contra a Covid-19, segundo o site Our World in Data.

Ainda assim, o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, virou garoto propaganda da vacinação em um vídeo publicado nas redes sociais.

Utilizando o imunizante da Pfizer, o objetivo de Bibi Netanyahu é que Israel seja o primeiro país “livre do coronavírus”. Após vacinar de forma massiva a população, o país se esforça para convencer aqueles que se recusam a tomar o imunizante.

 No vídeo, Bibi aparece conversando com um israelense que está com medo de tomar vacina, baseado em fake news. Em um centro de imunização, um homem fantasiado – em razão da festa judaica de Purim, em que é costume se fantasiar – diz que tem medo porque “não sabe o que há na vacina”.

O israelense, inicialmente, está fantasiado de palhaço. E Bibi responde: “Não seja um palhaço, essa vacina foi aprovada pelos maiores experts do mundo, pelo FDA americano (agência regulatória dos Estados Unidos). Milhares já foram vacinados e estão seguros”.

Fantasiado, então, de cachorro, o homem diz que ouviu falar que a vacina altera o DNA das pessoas e que faz crescer um rabo em quem toma o imunizante. “O objetivo da vacina é atacar o vírus, assim como qualquer outra vacina”, responde Netanyahu.

O homem segue usando argumentos falsos, todos contestados por Bibi. Ao final, o israelense se convence de que deve se vacinar.

Benjamin Netanyahu é aliado do presidente do Brasil, Jair Bolsonaro (sem partido). Embora ambos sejam de extrema-direita, os dois têm posturas bastante distintas no que diz respeito ao combate ao coronavírus. Israel já passou por diversos períodos de isolamento social, além de ter uma ampla campanha de vacinação.

O presidente do Brasil, por outro lado, já colocou a confiabilidade da vacina em dúvida diversas vezes. Na última quinta-feira, 25, durante a live semanal, voltou a criticar o uso da máscara. Estudos científicos já provaram que o equipamento de proteção individual é importante para que as pessoas evitem pegar e transmitir o coronavírus.

Com informações da Agência Judaica

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