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Qual o preço de uma vida para o governo genocida de Jair Bolsonaro? / Por Sérgio Jones

Circula em toda a mídia nacional que a CPI da Covid votará, ainda hoje (16/6), uma série de requerimentos de quebras de sigilo telefônico, telemático, bancário e fiscal de farmacêuticas produtoras de medicamentos como cloroquina e ivermectina.

A medida não deixa de ser do interesse de todos os brasileiros. De acordo com o que alegam os senadores, eles querem e desejam saber se houve favorecimento nas orientações do governo pelo uso de remédios no combate ao novo coronavírus.

Entretanto, considero tal ação como uma tentativa de discutir o sexo dos anjos, uma perda de tempo. É do conhecimento geral de que tais medicamentos não têm eficácia comprovada contra a doença. E que o favorecimento do presidente nesse caso específico, está por demais evidenciado.

Mas com a quebra de sigilo ficará provado, de uma vez por toda, o que está por trás de todo o empenho do presidente genocida, Jair Bolsonaro, em bancar o garoto propaganda ao divulgar, com tanto empenho, o produto. Deve haver forte interesses de ordem econômica. O que justifica tal motivação por parte desse governo negacionista.

Várias empresas são suspeitas e estão sob a mira dos requerimentos: laboratório Apsen, produtor de cloroquina e que chegou a fazer propaganda do tratamento precoce; a Vitamedic, fabricante de ivermectina; e a Precisa, fornecedora da vacina indiana Covaxin para o Brasil.

Caso bastante curioso é o fato da Apsen ser de propriedade do empresário bolsonarista Renato Spallicci. As evidencias do envolvimento do governo, que atenta abertamente contra a vida do povo brasileiro, é o fato de existir fortes indícios de ter ele praticado advocacia administrativa em benefício da farmacêutica, como afirma o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Necessário se faz esclarecer, que o crime de advocacia administrativa ocorre quando um agente público usa a máquina para favorecer interesses privados. E está mais do que comprovado que o genocida presidente interveio junto ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, para ter acesso a insumos de hidroxicloroquina para produção no Brasil, além de sistematicamente tentar desqualificar todo o sistema de vacinação no país.

Sérgio Jones, jornalista (sergiojones@live.com)

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