Na votação dos Royallties do Petróleo governistas levam baile da oposição

Parlamentares mais experientes e jornalistas que “cobrem” a Assembleia Legislativa já sabiam, de antemão, que a PEC (Projeto de Emenda a Constituição) dos royallties do petróleo (visa antecipar receita para cobrir deficit da Previdência do Estado) não passaria na primeira sessão do ano, que aconteceu nesta quinta-feira, tanto que já estavam pré-agendas pelo menos duas novas sessões neste mês, dias 7 e 14, para que base governista cumpra os prazos regimentais e aprove a matéria.

O que causou certa surpresa na sessão de hoje foi o nível de desinformação da base governista, até mesmo do líder da Maioria (Governo) deputado Zé Neto (PT), o qual se sustentou em argumentos que remetiam a chamada “herança maldita” deixada por Paulo Souto, como se o governo Wagner tivesse começando ontem.

Acontece que o governo Wagner entrou no 8º ano e a tese defendida por Neto, a mesma apontada pelo governador numa entrevista à imprensa, é (ou era) de que os pefelistas haviam deixado uma “bomba relógio”, por não terem cumprido com suas obrigações junto a aportes para sustentar a previdência estatal.

Paulo Souto já havia respondido a insinuação de Wagner destacando que se tratava de uma inverdade e deixou claro que, se alguma culpa havia (ou há) na Previdência é porque Wagner não fez os aportes devidos no decorrer dos anos do seu governo, daí que acumulou e há um buraco de mais de R$2 bilhões.

A base governista (leia-se Zé Neto porque a maioria dos demais deputados não tem argumentos para defender Wagner) tentou sustentar essa tese wagneriana, ajuizou que R$400 milhões teriam sido pagos à Caixa, e se perdeu na defesa do governo quando os oposições, com base de dados certamente fornecida por Souto, esteve muito melhor preparada do que Neto e os governistas.

Foi uma situaçãoi muito ruim para Zé Neto, o deputado Bruno Reis (PMDB) chegou a lançar um desafio para que Neto provasse o pagamento dois R$400 milhões à Caixa, quando esse valor foi pago no governo César Borges (e não no de Wagner), e a sessão caiu com um pedido de vista.

A próxima sessão acontcerá dia 7. O governo necessita, portanto, municiar seus deputados (ou pelo menos dois ou três deles) com dados, com informações precisas, para não passar o vexame que passou hoje.

Agora, tem que ser argumento firme, preto no branco, apresentação de documentos. Ou então empurrar o assunto na base do rolo compressor e votar mais adiante.   

Fonte: Tasso Franco/Redação

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