Ações lusco-fusco do governo municipal no combate ao Covir-19/por Carlos Lima

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Sem visibilidade

O primeiro caso de coronavírus na Bahia foi detectado em Feira de Santana, no dia 6 de março, tratava-se de uma mulher de 35 anos de idade que recentemente tinha chegado da Itália após visita a Milão e Roma.

Após 73 dias, hoje estamos no dia 19 de maio, terça-feira  o prefeito anuncia que chegou o primeiro  lote de mil testes rápidos que detecta a presença do vírus. Este é um lote dos 15 mil testes que ele afirma ter comprado.

E faz rufar os tambores como se a medida tenha sido adotada com a rapidez necessária para identificar a disseminação do coronavírus.

Até a data de hoje o executivo ou a Secretaria de Saúde não divulgou quanto testes foram realizados na população feirense.

Tenho relato de pessoas que procuraram fazer o teste por apresentar algum dos sintomas e foram mandados para casa, fazer quarentena de sete dias, e os testes não foram realizados.

Os números estatísticos apresentados pela prefeitura, não condizem com a realidade. Até servidores na área de saúde não conseguiram fazer a testagem.

Essas são as ações eficientes produzidas por esse governo, desgovernado.

Os testes que chegaram são bem vindos. Importantes.  Mesmo com  atraso injustificável.

Entretanto fica comprovado que as ações de prevenção em Feira de Santana foram subestimadas.

As consequências agora serão sentidas. A expansão da pandemia no município pode ser um fato, a previsão é de crescimento exponencial.

Falar sobre o investimento de 1 milhão e 300 mil reais,  é propaganda lusco-fusco, se vê e ao mesmo tempo não.

Qual foi o planejamento estrategicamente montado para aplicar os recursos recebidos e os que estão para serem liberados?

Quando realizado dos testes, respiradores foram comprados, quais os esforços que estão sendo feitos para depreender aquisição. Ninguém sabe.

A justificativa do atraso da chegada dos testes comprova o retardo na compra.

Quando do surgimento do primeiro caso, como era de contaminação fora do município, a Secretaria de Saúde fez pouco caso. Aconselhou que a infectada fizesse quarentena.

Com o segundo caso a medida adotada foi a mesmas. No terceiro, um senhor de certa idade, contaminado pela filha contaminada pela senhora do primeiro casso registrado.

Surgiu a comprovação do descaso no controle. O senhor desobedeceu à quarentena e foi fazer compra na Feirinha da Estação Nova. A Secretaria de Saúde foi informada, enviou dois enfermeiros paramentados, eles solicitaram que a Polícia  acompanhasse o ‘senhor’ até sua residência.

O transporte dele foi uma bicicleta, a mesma com a qual se deslocou de casa para a Feirinha.

Após denúncia do fato a prefeitura justificou que ele  já estava curado. Ninguém sabia, nem a própria Secretaria de Saúde que só fez a divulgação da cura no dia seguinte.

Esse é um exemplo dos sucessivos erros praticados pelas ações do prefeito em Feira de Santana, que também passou a ser, de fato, secretário de Saúde.

A secretária de Saúde, Denise Mascarenhas, virou fantasma. Sumiu da pandemia.

É dessa forma que assistimos a transformação da pandemia em  trampolim eleitoral. O gestor luta com unhas e dentes  para ser reeleito prefeito da Princesa do Sertão, que está sendo tão bem seviciada.

Deus nos guarde.

Carlos Lima

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