José Ronaldo e o questionável apelo emocional/por Carlos Lima

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José Ronaldo
O aspecto emocional irá assumir um forte papel nas eleições municipais desse ano (2020).
Essa estratégia é inescapável. O ex-prefeito José Ronaldo em sua “Live”, para confirmar, publicamente, que apoia a reeleição de Colbert Filho, buscou a emoção como forma de influenciar o comportamento do eleitorado.
Não encontrou argumentos convincentes nas realizações, carisma e popularidade do atual prefeito, agora sob suas asas.
Decidiu jogar com sua liderança e administrações passadas, como ponto de apoio e alavanca para impulsionar a reeleição de Colbert Filho.
P
ara neutralizar os pontos fracos do seu pupilo, no contato popular, com a voz embargada e lágrimas molhando sua face, fez citações dos nomes de membros da comunidade humilde, residentes em bairros e distritos do município afirmando que: “é o momento de falar com a minha gente. Desta terra que é minha vida”.
Tentou falar tudo, incluindo obras realizadas. Como essa terra é sua vida, deveria ter realizado um esclarecimento sobre a operação “Pityocampa”, a maior subtração de recursos na área de saúde já registrada no município de Feira de Santana sob sua administração.
Falar também sobre as razões, se é que existem, pelos quais ele e Colbert não permitiram a instalação de uma CPI na Câmara Municipal para apurar esse vergonhoso e mortal desvio de recursos.
Será realmente que essa terra é o amor de sua vida. A terra pode até ser, entretanto o povo não passa de massa de manobra para defender e consolidar os seus reais interesses.
As verdadeiras emoções estão ocultas, essas são estratégias eleitoreiras, que estão sendo trabalhadas por um político experiente e que domina o município há 20 anos, e já participou de inúmeras campanhas eleitorais.
A estratégia emocional que está sendo adotada por José Ronaldo, ainda é pouco percebida. Ela é trabalhada apenas de forma cognitiva. Não são todos marqueteiros no país que possuem essa especialidade estratégica.
Ela é um fio que desliza sobre a navalha. Uma simples frase, palavra ou ato, o efeito contrário é catastrófico.
Alguém se lembra da andada de Sérgio Carneiro? Com a intenção de desqualificar Colbert Martins da Silva como candidato a prefeito por ser cadeirante, naquele momento.
No dito popular, “o feitiço virou contra o feiticeiro”.
O mesmo vem acontecendo com deputado Zé Neto que há 20 anos sofre de uma campanha difamatória para desconstruir suas qualidades como pessoa e político. Pergunto? É justo.
José Ronaldo nunca permitiu o surgimento qualquer tipo de sombra à sua liderança. Mesmo que isso possa significar trair o programa do seu partido, (DEM), como faz nesse momento, eliminando um pré-candidato de sua sigla partidária e declarando apoio a um candidato do MDB.
Esse tipo de comportamento confirma que ideologicamente os partidos são meios que justificam os fins. Ascensão política, permanência no poder e realização pessoal.
Feira de Santana não merece essa prática política, precisa se conscientizar diante do que veem, ouvem e leem. 20 anos não são suficientes. Ou será que esse tipo de desastre é o carma do seu povo.
Carlos Lima

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