O prefeito de Feira camufla o seu verdadeiro rótulo/por Carlos Lima

O verdadeiro cameleão e suas cores.

Os processos de formação e mudança nos sistemas de crenças e atitudes políticas dos agentes públicos se distorcem conforme os seus interesses de poder.

Recentemente o prefeito Colbert Martins disse que o apoio do seu partido (MDB) ao presidente Bolsonaro era “inadequado”, e não aprovava uma participação da legenda no governo bolsonarista.

Entretanto, até pouco tempo, comungava com suas ideias.

O mesmo acontecia e provavelmente ainda aconteça, com o seu líder local, o ex-prefeito José Ronaldo de Carvalho, que abandonou posição da coligação da qual fazia parte, nas eleições presidenciais, para apoiar a candidatura de Bolsonaro.

Essa farinha serve para o mesmo pirão de leite, o difícil será degustá-lo.

Nos dias atuais o prefeito adotou um discurso demagógico, e sentimentalmente sincrético para projetar-se diante do sofrimento causado pelo coronavírus e debelar  uma rejeição alicerçada por um comportamento que anteriormente se apresenta distante das necessidades do povo.

Não resta qualquer espécie de duvidas sobre o verdadeiro rótulo tradicional das atitudes políticas, individuais e sociais do prefeito Colbert Martins.

Mudanças de atitudes acontecem forçadas pelo seu desejo de poder. Nada Mais.

A adesão à defesa da vida que vem sendo ceifada pela pandemia atende a um projeto de permanecia na cadeira de prefeito.

Alcançado os objetivos tudo voltará à realidade, ou seja, um caráter comportamental alicerçado pela superioridade formal e um desprezo imutável pelos mais pobres e necessitados.

O seu ambiente reflete menosprezo por aqueles considerados  inferiores.

Os estudos científicos de tais mudanças no comportamento político comprovam o real distanciamento de adesão à democracia, tolerância política, confiança interpessoal e nas instituições políticas, dentre outros.

O objetivo final para a conquista do poder é eficiente na camuflagem do verdadeiro Eu.

Jamais devemos nos esquecer dos políticos que iremos escolher e eleger. Eles irão nos representar; governar, elaborar e decretar leis que beneficiarão ou prejudicarão a maioria da população, até mesmo mudando costumes, legislando para si, para a sua família e para os seus amigos e compadres.

Eles estarão criando normas e promulgando impostos e taxas a seu bel-prazer, de forma muitas vezes arbitrária e injusta.

Eles serão responsáveis diretos pela qualidade de nossa vida, na educação, segurança, aplicação da justiça, saúde, transportes, saneamento básico, higiene, lazer, vias públicas e outras importantes necessidades da sociedade como um todo.

Acredito que depois de mais de 20 anos sendo administrado por um único grupo político, Feira de Santana chega ao momento de promover mudanças.

O continuísmo será um desastre programado. E, diante da crise a ser vencida provocada pela pandemia, estaríamos assinando uma sentença de retrocesso e morte.

Carlos Lima

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