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Targino demonstra inabilidade em manter diálogo com Ronaldo/por Carlos Lima

Targino Machado e José Ronaldo

O presidente da República, Jair Bolsonaro, não só incentiva a violência no país com suas declarações estapafúrdias, como está fazendo escola para a projeção da prepotência, imposição e abandono peremptório do bom senso e do diálogo respeitoso entre posições contrarias.

Fiquei surpreendido com a citação: “Targino manda Ronaldo se preparar para apoiá-lo”.

Manter sua pré-candidatura, já reconhecida pelo presidente nacional do DEM, é o passo mais importante para a construção do seu projeto político.

Aprovar a oficialização na convenção partidária é outra situação a ser trabalhada, sem dividir apoios.

Os confrontos internos devem continuar internos. A força de persuasão e diálogo jamais podem ser menosprezadas, a ponto de criar obstáculos. Esse é o momento de superar vaidades e rancores.

Conversa mantida no interior de um automóvel, de portas fechadas, é sigilosa. Revelação do seu conteúdo mais aprofunda as divergências do que supera os seus entraves.

Targino Machado não está conduzindo com sensatez sua negociação com o ex-prefeito José Ronaldo.

Ele ainda não se deu conta de que ACM Neto jamais abrirá confronto político com Ronaldo, em defesa do seu nome.

A balança entre Ronaldo e Targino é infinitamente favorável ao ex-prefeito de Feira.

ACM Neto jamais decretará intervenção ou destituirá o Diretório Municipal do DEM para assegurar candidatura dele a prefeito de Feira de Santana, nas eleições municipais desse ano.

Ao revelar parte da reunião de duas horas, mantida no interior do veículo,  Targino informou que “Ronaldo falou muito, mas disse pouco”.

“Tivemos uma conversa boa”, resumiu, revelando que o ex-prefeito não fez nenhum aceno em apoia-lo. Disse também que a única coisa que pediu foi  a legenda do partido, para ser candidato.

Praticamente, fechando as portas para futuras conversas, Machado demonstrou inabilidade política e até mesmo um pouco de arrogância ao afirmar:

“O que eu quero é meu partido para ser candidato. Ele saia e apoie quem quiser, mas se prepare para vir no segundo turno me apoiar.”

Essa é uma certeza questionável, para quem não conta com densidade eleitoral necessária.

A atitude desconstrói, afasta e não deixa margem de possibilidades futuras.

A fraca capilaridade eleitoral do deputado diante do ex-prefeito o coloca sem forças efetivas para impor, o que lhe resta é a realização de uma negociação equilibrada.

Carlos Lima

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