Vereador Correia Zezito, infidelidade partidária reduz confiabilidade política/ por Carlos Lima.

Vereador Correia Zezito

Todo cidadão que deseja se candidatar deve conhecer a Resolução TSE 22.610/2007. Porém, para esmiuçar essa definição é preciso saber e aceitar que qualquer pessoa para concorrer a cargo eletivo, vereador, prefeito, deputado, senador, governador e presidente , a lei exige que seja filiado a um partido político.

O vereador Correia Zezito (Patriota) comentou que: “quase fui preso no dia 29 de novembro, no segundo turno das eleições, lutando para eleger Colbert. E hoje ele não valoriza quem lutou, mas sim aqueles que foram traíras, tanto ex-vereadores como atuais”.

O desabafo do vereador confirma sua insatisfação. Ele diz encontrar dificuldades até mesmo para conversar com o prefeito Colbert Filho.

Disse também ser “lamentável que o prefeito tenha essa postura de não reconhecer ou dar importância a quem trabalhou de verdade em prol de sua eleição. Fui inclusive contra o meu partido, que declarou apoio a Zé Neto no segundo turno das eleições, e eu, já eleito, me mantive fiel ao grupo dele e trabalhando ainda mais. ”

A infidelidade partidária reduz a confiabilidade política. Você Correia Zezito abandonou a posição assumida pelo seu partido. Não resistiu a possibilidade de perder benesses apoiando o candidato da oposição. Com isso renegou sua escolha ao se filiar ao Patriota, que lhe deu a possibilidade de vencer as eleições para vereador

Vamos relembrar o que você declarou: “Fui inclusive contra o meu partido, que declarou apoio a Zé Neto no segundo turno das eleições, e eu, já eleito, me mantive fiel ao grupo de Colbert e trabalhando ainda mais. ”

Sua atitude beneficiou Colbert mas desqualificou sua confiabilidade. Se Não seguiu as diretrizes partidária não possuis consciência política e podes mudar conforme a formação das “nuvens”.

Tratando-se de Colbert Filho é conveniente que utilize esse argumento entre muitos para se livrar de um colaborar indesejado, a maioria na Casa da Cidadania está consolidada com ou sem a sua aquiescência.

As dificuldades impostas é uma maneira clássica de dizer “não me importune, você veio porque quis”.

Sem o partido você não é forte. Muito pelo contrário, será um peso que ele não deseja carregar.

Você Correia Zezito não levou em consideração, uma vez eleito, que o político está vinculado ao partido que o elegeu, e a vaga pertence ao partido, e não ao candidato, pois sem filiação partidária não há mandato eletivo.

Melhor dizendo, ninguém é candidato sozinho, somente através de um partido é possível alcançar um mandato. Desta forma, apesar de eleitores entenderem que votam no candidato, na verdade concedem representação política ao partido ao qual o candidato está filiado.

Você não teve fidelidade ao seu partido, não pode exigir de nenhum outro político que o reconheça. Na realidade Colbert lhes prestigiando estará através do seu mandato, fortalecendo um partido opositor.

É necessário adquirir uma consciência partidária sólida e uma filosofia-sócio-política comum, conforme consta no registro formal dos estatutos partidários perante o TSE- Tribunal Superior Eleitoral.

Portanto este é o raciocínio da nossa Constituição Federal e de toda a legislação eleitoral. Por esta razão, o mandatário de cargo eletivo não pode ferir as decisões partidárias.

A confiança interpessoal, a obediência às leis e a confiança nas instituições são considerados componentes centrais de um padrão cultural de fidelidade e prática democrática.

Sendo assim Correia Zezito, tens muito pouco a reclamar.

Carlos Lima

 

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