E-mails do BTG para Eduardo Cunha mostram como o dinheiro manda nas leis

Share on whatsapp
Share on twitter
Share on facebook
Share on google
Share on linkedin
Share on email
Estão comprometidos

Os e-mails trocados entre Eduardo Cunha e o BTG Pactual, em si, não são crime. São, com certeza, elementos integrantes e um crime, se for comprovado que o deputado recebeu os tais R$ 45 milhões de André Esteves.

Mas são prova, e flagrante, do que o dinheiro faz com o processo legislativo no Brasil, como mostra o texto  na ótima repórter Maiá Menezes.

Os e-mails são detalhados. E as orientações, precisas. Um exemplo: “Art. 24, I: substituir dependência por controle, para diminuir amplitude”, diz a Cunha um diretor do BTG. Também pedem dedução de créditos de imposto pagos no exterior.

Mesmo que não esteja ainda provado o pagamento no “varejo” para Cunha, as doações recebidas por ele bastam para mostrar que o financiamento privado de campanhas eleitorais foi, para ele, um pagamento pela prestação de “serviços” legislativos.

Para ele e, certamente, para muitos.

A promiscuidade é tão grande que nem mesmo era feita fora do endereço de e-mail com que Eduardo Cunha registrava a sua infinidade de sites com “Jesus”.

E é nas mãos deste homem que, neste momento,  está a sorte da democracia brasileira, porque não temos aqui instituições que digam e mesmo gritem que não tem condições morais de apreciar razões jurídicas para aceitar a abertura de um processo de impeachment.

Se uma emenda em MP pode ser a fonte de dinheiro para Cunha, imagine-se o quanto valeria um pedido de impeachment?

Fernando Brito

OUTRAS NOTÍCIAS