Menino aparentava estar chorando, diz especialista que viu fotos da família de PMs morta

A aparência de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, suspeito de matar a família de PMs quando morreu, era de quem estava chorando. A observação é da presidente da Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo (Apcesp), Maria do Rosário Mathias Serafim, que analisou fotos da perícia feita na casa.

 

“Na foto que me foi mostrada ele está com cara de quem está chorando, mas como ele está morto, eu deduzi que ele morreu chorando. […] A cara dele é de quem estava chorando. A cara cerrada e a boquinha dele fazendo beicinho de choro”, revela.

 

No entanto, a perita ressalta que se trata de uma interpretação dela e que uma informação desse tipo, dificilmente, constará no laudo.

 

“Não sei se os peritos faziam isso. Eu, se estivesse fazendo o levantamento do local, não descreveria que ele estava chorando. Descreveria o tiro, as manchas de sangue, o revólver na mão dele, mas eu não iria dizer que ele estava com cara de quem estava chorando. Isso não é técnico. É muito subjetivo”, ressalta.

 

Ainda sobre a cena do crime, Maria do Rosário reafirmou o que a polícia já havia dito, que a mãe do adolescente, a cabo da PM Andreia Bovo Pesseghini, era a única que estava acordada quando foi baleada. Na opinião da especialista, o cenário em que aconteceram as mortes não poderia ter sido montado.

 

“Não teria condição, eu diria. Montar uma cena daquelas seria impossível a meu ver. Aquelas pessoas morreram naquelas posições”, considera.

 

Investigações

 

A Polícia Civil informou, que até segunda-feira (12), 22 testemunhas já haviam prestado depoimento no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Um colega de classe de Marcelo e a mãe dele foram interrogados. Um tio-avô do garoto e um policial militar também foram ouvidos ontem.

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Redação/ R7

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