Portuários pararam suas atividades hoje

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30 mil trabalhadores em todo o País realizam uma paralisação de seis horas na manhã desta sexta-feira (22) em protesto contra a Medida Provisória 595, que trata da concessão dos terminais à iniciativa privada, além de outras mudanças no setor.

De acordo com informações do Sindicato dos Estivadores, eles ficarão parados por um turno – das 7h às 13h e outra paralisação está marcada para a próxima terça-feira e também deve durar seis horas.

A greve foi proibida pela Justiça na noite desta quinta-feira, quando o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deferiu pedido de liminar do governo federal para impedir as paralisações. A liminar foi concedida por meio de medida cautelar interposta pela AGU (Advocacia-Geral da União) contra os sindicatos. Em sua decisão, a vice-presidente do TST, Maria Cristina Peduzzi, alega que a greve seria abusiva, devido ao fato de os portos representarem serviço essencial ao País. A AGU calcula prejuízo de cerca de R$ 66,7 milhões por cada dia de paralisação.

As centrais sindicais, entre elas a Força Sindical e a CUT (Central Única dos Trabalhadores), acreditam que as mudanças no setor, principalmente a privatização dos portos e a nova forma de contratação, prejudicará os portuários. Para o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical, a MP pode “destruir o sistema portuário” brasileiro, além de tornar “precárias” as condições de trabalho nesses terminais. As entidades já se reuniram com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, mas não houve acordo. Segundo Paulinho da Força, o governo não cedeu.

Fonte: Redação

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