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Bolsas estudantis teriam sido usadas por políticos e empresários

Com a distribuição para este ano ainda suspensa pelo Ministério Público Estadual (MPE), após o levantamento de irregularidades pela instituição, as bolsas estudantis pagas pela Assembleia Legislativa voltaram a ser alvo de polêmica, ontem, após a Folha de São Paulo publicar que o benefício serviu para favorecer doadores de campanha, políticos, empresários e parentes de deputados estaduais baianos.

Ao invés de auxiliar estudantes que não têm condições de financiar os custos de uma faculdade, o programa, em alguns casos, teria sido desviado para campanhas políticas, retirando, num total, R$19 milhões dos cofres públicos.

Apesar da repercussão sobre a forma de gestão do programa, assunto que tomou conta do noticiário local em 2014, a questão não foi debatida de forma conclusiva pelo plenário do Tribunal de Contas do Estado (TCE), órgão responsável por julgar as contas da Casa Legislativa baiana.

Até o momento, apenas o MPE investigou o programa e um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) foi realizado com a Assembleia.

Conforme investigação da Folha, junto ao portal Meu Congresso Nacional, que divulga informações sobre as atividades parlamentares no país, foram identificados 80 doadores de campanha como beneficiários do programa, que desembolsaram cerca de R$ 330 mil para candidatos na Bahia.

Em alguns casos, os próprios deputados que concederam o auxílio receberam as doações, no total de R$ 163 mil.

Entre aqueles que teriam sido contemplados com doações de beneficiários do programa estão os federais Márcio Marinho e Tia Eron, ambos do PRB, além do estadual Sildevan Nóbrega também do PRB, que arrecadaram R$ 48 mil de oito bolsistas.

Fonte: Tribuna/PL/Redação

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