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DANO À IMAGEM DO ITAÚ PODE CUSTAR MAIS QUE A MULTA

Dias atrás, uma gerente do Itaú Personalité, em São Paulo, recebeu uma resposta inusitada de um potencial cliente, que prospectava para sua carteira.

 

– Não, obrigado. Não tenho interesse em ser cliente de um banco que tenta interferir no processo político brasileiro.

 

A reação era decorrente do excessivo engajamento do Itaú no processo eleitoral de 2014.

 

Uma de suas acionistas, Neca Setubal, além de coordenadora do programa de Marina Silva, doou 83% dos recursos que bancam seu instituto.

 

Além disso, em diversas entrevistas, defendeu temas de interesse do Itaú, como a independência do Banco Central e a redução do papel de bancos públicos, como Banco do Brasil, BNDES e Caixa Econômica Federal, na economia brasileira.

 

O impacto do casamento entre Marina Silva e Neca Setubal nos negócios do Itaú ainda levará tempo para ser devidamente avaliado.

 

Mas os danos à imagem do banco já podem ser medidos nas redes sociais. Essa associação já produziu dezenas de “memes” – peças na internet que ironizam a situação.

 

Num deles, Neca Setubal “afirma”: “Devo R$ 240 milhões para a Receita Federal. Eleja Marina e me ajude a sair dessa”.

 

Em outro, a mensagem é: “Fora Marina. E leve o Itaú junto”. Há, também, na internet uma campanha para que Marina seja lançada candidata à presidência do Itaú.

 

E já se espalha o apelido “Marineca” para a candidata, como se ela fosse uma marionete da herdeira do banco.

 

Tradicionalmente, bancos costumam ser mais conservadores, quando o assunto é política. Mantêm distância protocolar dos candidatos e, quando têm preferências, não as assumem explicitamente, mas apenas nos bastidores.

 

Desta vez, no entanto, o Itaú decidiu correr o risco de uma exposição maior. E já paga o preço nas redes sociais.

 

Além disso, mesmo que “vença” as eleições presidenciais de 2014, com Marina Silva, o Itaú não terá tantos motivos para comemorar.

 

Temas de interesse direto da instituição financeira, como a multa de R$ 18,7 bilhões imposta, por sonegação, pela Receita Federal, serão acompanhados de perto pela opinião pública.

 

Afinal, qual seria a reação da opinião pública se o leão ficasse mais manso para os acionistas do Itaú?           

Fonte: Brasil 247

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