Relação de Marina com Partido Verde amarelou e inviabiliza aliança em 2014

Chegando a fase final de legalização de seu novo partido, “Rede Sustentabilidade”, a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva e o partido pelo qual foi candidata à Presidência em 2010, o PV, vivem divergências e um dilema.

Uma aproximação ente a REDE e o VERDE, mesmo do ponto de vista programático, encontra forte resistência entre os militantes dos dois partidos, inviabilizando uma aliança para 2014.

Como é sabido, o PV recebeu quase 20 milhões de votos com a candidatura de Marina Silva em 2010. A disputa eleitoral em 2014 pode ser a primeira que poderá contar com três partidos políticos que se dizem ambientalistas, são eles: o PV, a Rede de Sustentabilidade e o Partido Ecológico Nacional (PEN).

Os que entraram no PV em 2009 e saíram logo após a eleição não perdoam o núcleo duro da sigla, comandada há mais de uma década por José Luiz Penna. E vice-versa. Essa mágoa de mão dupla pode prejudicar os dois projetos de poder.

Um dos pontos que impedem o crescimento do PV é que ele é um partido sem democracia interna, com pouca participação da militância nas decisões, comentou Pedro Ivo, membro da executiva provisória da Rede.

Gabeira avaliou que “A aproximação seria interessante para o PV e para a candidatura de Marina, mas a resistência é recíproca. O campo que os dois ocupam é pequeno demais para duas candidaturas”.

Defensor da tese da aliança entre PV e a Rede, o deputado federal Alfredo Sirkis (PV-RJ), até a legalização da Rede, disse que, do ponto de vista ambientalista, seria incoerente dois partidos “verdes” não estarem juntos numa eleição.

O vereador de São Paulo Ricardo Young (PPS), ex-PV e futuro Rede, diz que hoje, com Penna na presidência, seria impossível uma aliança.

Sirkis lembra, no entanto, que “apoio uma eleição presidencial não se recusa”. Bazileu Margarido, também da Executiva da Rede, argumenta na mesma direção: “Política não é uma questão de mágoa, é uma questão de coerência e prática”.

Ou será uma questão de interesse pessoal na conquista do poder?

Questionado sobre quais partidos teriam afinidades com a Rede, Young cita PPS, PSOL e PSB. O primeiro orbita na área de influência do PSDB e sonha atrair José Serra para a disputa presidencial. O pequeno PSOL já decidiu que lançará um candidato próprio. E o PSB trabalha a todo vapor para erguer a candidatura do governador de Pernambuco, Eduardo Campos.  

Fonte: Pedro Venceslau e Isadora Peron/Redação cljornal

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