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Fisioterapeuta estuprada e assassinada com requintes de crueldade

O crime foi cometido pelo vizinho de apartamento

O vizinho assassino

A Polícia Civil resolveu autuar em flagrante por homicídio qualificado – por não ter dado chance de defesa à vítima – e também por feminicídio, o vendedor de cosméticos Edvan Luiz da Silva, 32 anos.

O homem é suspeito de assassinar a facadas a fisioterapeuta Tássia Mirella Sena de Araújo, 28, na manhã de quarta-feira. De acodo com o chefe da PC, Joselito Kehrle do Amaral, há indícios que apontam para abuso sexual, que seria a motivação do crime.

“A roupa dela foi arrancada. Uma parte das vestes estava sobre uma cômoda e parecia ter sido tirada a força.

Vimos que havia um caminho de sangue por gotejamento partindo do corpo da vítima até a porta.

Havia também no trinco da porta da vitima, bem como seguindo para o apartamento do vizinho dela e também na altura do trinco”, explicou Amaral.

A vítima era sua vizinha em um flat no bairro de Boa Viagem, Zona Sul do Recife.

Em entrevista coletiva concedida no final da manhã para esclarecer o caso, o delegado Francisco Océlio detalhou os passos da investigação que concluíram pela autuação em flagrante:

“Possibilidade: a vítima, enquanto estava sendo atacada e tentava entrar na primeira porta que ela encontrou, mas a morte dela foi praticamente naquele local, porque todo o sangue estava concentrado alí.

Ela não poderia ter tido a garganta cortada e ter andando até lá.

Aquele sangue era o dela, mas não poderia ter sido ela que pegou na marçaneta.

Só poderia ter sido do algoz. Como o algoz para fugir não foi para o corredor, nós procuramos sinais de gotejamento.

O único sinal de gotejamento era no apartamento do Edvan.

Depois de coletar todas essas informações, eu bati na porta para que ele conversasse conosco.

Ele foi visto entrando às 6h50 e não foi visto saindo do prédio.

O chaveiro veio e em certo ponto ele disse que a chave estava na maçaneta.

Não havia possibilidade dele ter saído. O suspeito da prática delituosa estava ali.

Quando ele (o chaveiro) abriu a porta, nós encontramos uma cena patética. Diante de tantos anúncios de que a polícia queria falar com ele, ele fingindo que estava dormindo, com os braços cobrindo o rosto.

Entramos com arma em punho, procedimento padrão.

Ficamos ao redor da cama e passei a olhar se havia sinais de ferimento no corpo dele. Alguns eram visíveis, tipo ferimento produzido por unha e uma pequena marca de sangue na perna.

Nós ainda não temos resultados periciais, mas os indícios que o crime é de cunho sexual.

Se trata de um feminicídio.

A veste foi tirada abruptamente da vítima.

Os dois não tinham uma relação afetiva. Ele disse em entrevista preliminar que cruzou com a vítima duas vezes no prédio”.

O perito criminal Diego Costa, também falou sobre as provas recolhidas no local e que serão incorporadas ao laudo final do inquérito.

“A gente conseguiu identificar padrões de gotejamento e contatos de sangue no apartamento do suspeito.

Com o luminol, substância química, conseguimos provar que ele tentou apagar as manchas de sangue com uma camisa que depois foi encontrada em outro prédio.

Tem sangue no balcão da cozinha, na sala do apartamento, próximo ao guarda- roupa.

Foram coletadas mais de 17 amostras de DNA e realizamos o exame sexológico.

Foi um tempo muito curto, mas demos uma resposta rápida para  tirá-lo do convívio da sociedade.

Foi até injusto a proporcionalidade do corpo da vítima e do suspeito.

As lesões demostram que ela lutou até o fim para sobreviver.

Ela tem vários cortes nas mãos, e há marcas de unhas dela no corpo dele e o apartamento em desalinho. As características sugerem crime sexual, com a retirada de roupa, mas só com o IML vamos poder ter afirmação concreta.

A faca não foi encontrada. Deve ter caído no telhado do vizinho”, disse o perito. No início da tarde, o resultado do exame de podoscopia comprovou que as pegadas do suspeito com marcas de sangue foram encontradas no apartamento da vítima.

Crime – A fisioterapeuta foi encontrada morta, na manhã desta quarta-feira, sem roupa, na sala do flat em que morava, no 12º andar do edifício Golden Shopping Home Service, na Rua Ribeiro de Brito.

Vizinhos disseram que, por volta das 7h, ouviram gritos e acionaram o funcionário do prédio, que chamou a polícia. O corpo da vítima foi encontrado na sala do imóvel sem roupas e com ferimento à faca no pescoço, além de cortes nas mãos.

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