Os donos da pipa

Os ventos sopram em todas as direções. Sabendo dessa realidade, “o beifeitor” resolveu que a pipa que estava em seu poder por mais de sete anos e profunda conhecedora dos ventos da região, não precisaria de especialistas, qualquer pessoa, indicada por ele, poderia segurar ou manejar a linha.

Ao entregar a linha ao “Fora do coração”, – esse era nome dado por ele -, afirmou que a pipa estava no ar, os ventos estavam favoráveis no momento, ele só precisava não provocar pequenas tempestades.

Deixou como suporte o carretel da linha e junto estavam todos os seus ajudantes, do homem que entrega cafezinho até o que prepara o tempero para afiar a linha.

“Fora do coração” tomou gosto. Como se considerava fora do coração, terminou por rejeitar o tempero. Os ajudantes herdados não tinham o mesmo desempenho anterior, continuavam com “o benfeitor”.

 
As brigas internas vazavam mas nenhum dos dois confirmava. Segundo comentários, as sabotagens tiveram início. Outros refutavam tais posições, o que existia era um trabalho – de equipe – inteligente.

Ao “Fora do coração” faltava essa mesma inteligência. Prometia o que não podia cumprir. Deixou-se chantagear pelos senhores da ‘CASA’. Distribuiu cargos como nunca antes se tinha imaginado.

A pipa comandada por “Fora do coração” continuava perdendo altura, a linha estava frágil, podia se romper a qualquer momento. Rompeu mesmo.

“O benfeitor” se distanciou do que o que em campanha seria a continuidade da pipa, o tempo seria o mesmo, oito anos, mas se chegou à conclusão que os quatro anos já era demais.

E os oito anos de “o benfeitor”, com certeza seria mais oito, se não desejar fazer outras aventuras.

 
Na verdade, o “Fora do coração”, se perdeu. Perdeu apoio, perdeu eleição, perdeu amigos, pode até não ter perdido dinheiro, mas isso não é o nosso tema de momento. Quem sabe um dia alguém queira contar essa história, que vai revelar muitos segredos e nomes interessantes.

“O benfeitor” afirmou que a linha deveria ser trocada, comprou um novo carretel, foi à luta, com a sua linha azeitada manteve a pipa no ar. O fora do coração alterou a fórmula do tempero da linha.

A pipa perdeu altura. Caiu. Estatelou-se no chão.

“Fora do coração” quis manter a pipa no ar indo de encontro aos ventos. Foi enganado, mas enganou muita gente. Queria uma fábrica de vento e encontrou uma calmaria.

Não soube buscar a direção dos ventos. Seus auxiliares não tiveram incentivos para manter a pipa no ar, muitos fizeram vento contrário e jamais a pipa conseguiu ganhar altura.

Aqueles que trabalham bem próximos de “Fora do coração” romperam e mesmo sendo contra “o benfeitor”, aliaram-se a ele, foi uma aliança que feriu os princípios básicos do respeito, da moral, e da verdadeira prática política. Ela foi mesquinha, impessoal e falsa.

Quem já ouviu alguém que tenha convicções políticas e ideológicas consolidadas dizer que o seu mais novo aliado não perde por esperar… “- Sou estou com “o benfeitor” para destruir o “Fora do coração…”” As testemunhas dos fatos são numerosas.

Os assopradores, os fazedores de vento e ventania, estão temerosos… Não sabem se pão e água será o suficiente para mais quatro ou oito anos… Eles ajudaram a trocar a linha, mas será que a resposta deverá ser a mesma do passado? Muitas dúvidas…

Se for, preparem as moringas e façam encomendas nas padarias…

Regaram as sementes dos inimigos. As sementes dos amigos estão sendo mínimas, apenas o necessário para mantê-los vivos e sendo obrigados a fazer coro para os novos e antigos desafetos…

Até o jornal da cozinha do “Fora do coração”, agora se encontra na antessala do “o benfeitor”. O resto não é bom falar. Os amigos de outrora, estão minados, abandonados.

Tem muita barata tonta circulando “o benfeitor”.

Fonte: CL

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