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Laboratório Central da Bahia confirma dispersão de variantes mais agressivas da Covid-19 no estado

O Lacen concluiu 225 sequenciamentos genéticos em pacientes acometidos pela doença e detectou 21 linhagens em circulação.

Lacen-BA detecta 21 linhagens diferentes do novo coronavírus — Foto: Sesab

O Laboratório Central de Saúde Pública Professor Gonçalo Muniz (Lacen) detectou 21 novos conjuntos de variantes do novo coronavírus em circulação na Bahia. A informação foi dada nesta sexta-feira (14), pela Secretaria de Saúde da Bahia.
O Lacen-BA é referência nacional para sequenciamento genético de amostras da Bahia e de outros cinco estados do Nordeste (Sergipe, Alagoas, Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte). O trabalho de sequenciamento vem sendo realizado há oito meses
O laboratório sequenciou 225 genomas completos do Sars-CoV-2 em pacientes de 88 municípios baianos e detectou, em abril, 21 linhagens em circulação na Bahia, entre elas oito cepas e três variantes de atenção apontadas pelo Ministério da Saúde: a P.1 (Manaus), P.2 (Rio de Janeiro) e B.1.1.7 (Reino Unido).
O boletim confirma a predominância das variantes mais agressivas em toda a Bahia, sobretudo, a P.1. Para o secretário da Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, isso é um alerta para a população.

‘”As amostras foram baseadas na representatividade de todas as regiões geográficas do estado e identificar a dispersão de variantes mais contagiosas mostra que existe um risco aumentado para a internação e rápido agravamento do quadro clínico”‘, ressalta.

De acordo com a Sesab, todas as amostras avaliadas eram de pacientes com sintomas clínicos característicos, como dificuldade de respirar, cansaço, Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ou pneumonia, bem como eram casos suspeitos de reinfecção e óbitos.

Para a secretaria, os dados apontam que a mobilidade humana representa um fator crucial para a dispersão do SARS-CoV-2 e das novas variantes, que é o resultado de suas múltiplas mutações. Portanto, o uso de máscara, distanciamento social e higiene frequente das mãos continuam sendo as medidas mais eficazes no combate ao coronavírus.

G1/BA

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