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Redução na mortalidade infantil estanca e Brasil tem ‘meia década perdida’

Mortalidade infantil

Um boletim especial do  Ministério da Saúde apresentou índices relativos ao ano de 2019 – último com o registro – e exibiu uma retração na diminuição da mortalidade infantil no Brasil.

Os números são, ano a ano, similares desde 2015.

Em 2019, o país apresentou 13,3 mortes por mil nascidos vivos.

Uma leve alta em comparação ao ano anterior. Já em 2018, a taxa esteve em 13,1 por mil nascidos vivos.

O índice é o mesmo registrado nos quatro anos anteriores.

No documento, a pasta lamenta o freio na redução da mortalidade infantil e lembra que “vem-se observando um declínio na taxa de mortalidade nesse grupo, com uma diminuição de 5,5% ao ano nas décadas de 1980 e 1990, e 4,4% ao ano desde 2000”.

Informações do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), área do Ministério da Saúde, informa que 23.262 das 35.293 mortes de bebês com menos de um ano e ocorridas em 2019, poderiam ter sido reduzidos por ações de imunização, atenção à mulher na gestação, no parto e ao recém-nascido e em ações de diagnóstico, tratamento adequado e promoções à saúde.

As principais causas de mortes infantis no último ano de registro foram septicemia – uma infecção generalizada bacteriana -, problemas maternais, desconforto respiratório, complicações na gravidez e nascimento prematuro.

A meta dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Milênio indica que a meta mundial para a redução da mortalidade neonatal é de 12 por mil nascidos vivos.

Na América Latina, a Argentina apresenta 8,2 mortes por mil bebês vivos; Uruguai, 6,1 por mil vivos; e Cuba 3,8 por mil vivos.

IG/ANSA

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