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Zumbido no ouvido é sinal de alerta para a perda de audição

Não importa a idade: idosos, adultos e até mesmo jovens e saudáveis podem sentir um zumbido nos ouvidos em locais silenciosos.

 

A sensação geralmente é a mesma: um ruído constante que a pessoa não sabe de onde vem, nem como acabar com ele. Em alguns casos, o incômodo é parecido com o barulho de insetos; em outros, com sons de uma cachoeira; alguns se assemelham ao apito de uma panela de pressão ou podem parecer até com vozes humanas.

 

O zumbido no ouvido não é uma doença, mas um sintoma para vários distúrbios. É preciso ficar atento.

 

De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde, 17% da população mundial têm zumbido, o que corresponde a cerca de 278 milhões de pessoas. Só em nosso país o problema atinge 28 milhões de brasileiros.

 

Todo e qualquer tipo de zumbido no ouvido é um sinal de alerta. Na maioria das vezes, o zumbido demonstra que a via auditiva está funcionando em ritmo acelerado por causa de uma perda de audição, mesmo que pequena. Porém, várias outras causas já são conhecidas.

 

Algumas são fáceis de identificar, como o abuso de cafeína, de doces e de alimentos gordurosos. Outras causas comuns são a exposição a sons altos, otites, labirintites, diabetes, pressão alta e problemas na tireóide.

 

Problemas emocionais, como estresse e ansiedade, também podem causar o incômodo ruído. Um único indivíduo, portanto, pode ter mais de uma causa para o zumbido.

 

Ele afeta pessoas de todas as idades e está relacionado a mais de 200 problemas de saúde.

 

“Nove em cada dez pacientes com zumbido têm algum grau de perda auditiva, mesmo que mínima. Vale lembrar que o zumbido não causa surdez, mas, ao contrário, é a surdez que pode provocar o zumbido. É preciso fazer uma investigação completa da audição e da saúde geral do organismo. Explica Marcella Vidal, fonoaudióloga.

 

No caso de perda de audição, o zumbido pode ocorrer, por exemplo, devido à exposição prolongada a ruídos intensos, por maus hábitos como o uso de fones de ouvido para ouvir música em volume elevado; ou mesmo por atividades exercidas no trabalho.

 

O zumbido também pode surgir com o envelhecimento, por causa da perda natural de audição; pelo uso frequente de alguns medicamentos; por excesso de cera ou por doenças no ouvido, como inflamações.

 

O nome médico para a sensação de zumbido é tinnitus. Esse ruído perturbador é resultado de um dano nas células ciliadas, que ficam localizadas no ouvido interno, dentro da cóclea.

 

Como primeira providência, o indivíduo deve procurar a orientação de um médico otorrinolaringologista.

 

A maioria dos pacientes se refere ao zumbido apenas como um incômodo. Porém, quem sofre da forma mais grave deste mal relata casos de muito sofrimento, que pode acarretar depressão, insônia, afetando a qualidade de vida e prejudicando a capacidade de executar atividades rotineiras.

 

Estimativas revelam que em 80% dos indivíduos o zumbido é bloqueado pelo cérebro e não há incômodo; enquanto cerca de 15% se sentem incomodados com o zumbido e 5% têm o chamado ‘zumbido incapacitante’.

 

“O zumbido pode ser dividido em diferentes tipos, de acordo com suas características e pelo modo como interfere na vida do paciente. Há o persistente, quando o paciente escuta barulhos continuamente; o intermitente, que ocorre em determinados períodos, geralmente relacionado a doenças do metabolismo e estresse; e o pulsátil, que pode ser causado por tumores e problemas vasculares. Quanto antes o zumbido for tratado, mais claro e fácil será o diagnóstico e maiores são as chances de fazê-lo desaparecer”.     

Fonte: Marcella Vidal, fonoaudióloga

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