Carlos Lima
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Agronegócio
Carlos Lima | Publicado em 11/07/2019 às 10:28:52

Agricultores de PR e MG amargam prejuízos por conta da geada

Agricultores de PR e MG amargam prejuízos por conta da geada Produtores rurais calculam prejuízos após frio e geadas Foto: Reprodução G1

O frio intenso dos últimos dias deixou produtores rurais de algumas partes do Brasil com prejuízos por causa das geadas, deixando um estrago enorme para o setor.

No Paraná, as temperaturas chegaram a -7,1° no último fim de semana. O gelo se acumulou nas lavouras e as plantações de trigo foram as mais atingidas. O produtor rural José Nazzari afirmou que não se lembrava há quantos anos a geada não era tão forte.

A expectativa no estado era de uma colheita de mais de 3 milhões de toneladas do cereal, gerando uma receita de R$ 2,4 bilhões com essa produção, mas o frio deverá frustrar a expectativa do maior produtor de trigo do país.

“Infelizmente não só comprometeu o trigo em fase de floração e frutificação, como aquele trigo em fase de desenvolvimento, que não é comum comprometer”, explica o técnico agrícola Jovelino José Pertile.

É comum que depois de uma geada forte os produtores esperem 10 dias para saber o real tamanho do prejuízo, mas existem propriedades em Cascavel, no oeste paranaense, que o estrago já é irreversível, segundo Pertile.

Hortaliças

Em São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, houve formação da geada negra, quando o frio queima a planta por dentro.

Hortas com verduras e legumes foram praticamente destruídas. Nem os tomates, que estavam protegidos pela estufa, sobreviveram às baixas temperaturas.

“Dá dó. Você fica dois, três meses plantando, preparando tudo… e em um dia vai tudo que você tinha plantado” lamenta o produtor Dirceu Kehrwald.

Baixas temperaturas afetam preços e qualidade de frutas, verduras e hortaliças

Baixas temperaturas afetam preços e qualidade de frutas, verduras e hortaliças

Café de Minas também é prejudicado

Em Indianópolis, no triângulo mineiro, técnicos da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estão fazendo um levantamento dos prejuízos, mas só fim do inverno é que os agricultores vão saber se os pés de café vão reagir aos estragos provocados pela geada.

Na propriedade do cafeicultor Antônio Mantovanelli, o frio queimou a lavoura, um estrago que surpreendeu, mesmo para ele, que trabalha a vida inteira com a cultura.

Bom dia Brasil

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